Universidade Federal Rural do Rio de Janeiro Seropédica, 05 de Abril de 2026

Resumo do Componente Curricular

Dados Gerais do Componente Curricular
Tipo do Componente Curricular: MÓDULO
Unidade Responsável: PROGRAMA DE PÓS-GRADUAÇÃO EM CIÊNCIAS SOCIAIS/ICHS (12.28.01.00.00.00.91)
Código: IH-1166
Nome: TEORIAS SOCIAIS III - MARCADORES SOCIAIS DA DIFERENÇA
Carga Horária Teórica: 45 h.
Carga Horária Prática: 0 h.
Carga Horária de Ead: 0 h.
Carga Horária Total: 45 h.
Pré-Requisitos:
Co-Requisitos:
Equivalências:
Excluir da Avaliação Institucional: Não
Matriculável On-Line: Sim
Horário Flexível da Turma: Sim
Horário Flexível do Docente: Sim
Obrigatoriedade de Nota Final: Sim
Pode Criar Turma Sem Solicitação: Sim
Necessita de Orientador: Não
Exige Horário: Sim
Permite CH Compartilhada: Não
Permite Múltiplas Aprovações: Não
Quantidade de Avaliações: 1
Ementa/Descrição: Esta disciplina tem por foco uma análise da produção social, histórica e cultural da diferença e a construção de sistemas de classificação social. Parte da dicotomia natureza e cultura na produção da diferença e naturalização da desigualdade. Sua proposta é discutir identidade e políticas de reconhecimento, imagens e representações da diferença, corpo e identidade social. Sugere ainda uma análise de políticas e discursos públicos sobre a diferença. Propõe uma discussão sobre a articulação entre identidade, sociabilidade e práticas cotidianas. Como temas centrais à produção da diferença destacam-se a análise das categorias raça e etnia, sexo e gênero, idade e gerações, classes sociais. O curso observará ainda a construção de perspectivas analíticas à luz de abordagens que permitem o diálogo entre o que supostamente seriam recortes específicos. Por fim, a disciplina visa conduzir uma análise pertinente ao domínio das políticas públicas no âmbito dos direitos culturais e das problemáticas multiculturais, atentando para a importância politicamente atribuída à interseccionalidade.
Referências: AGUIAR, Neuma (org.). Gênero e Ciências Humanas: desafio às ciências desde a perspectivas das mulheres. Rio de Janeiro: Rosa dos tempos, 1997. ALMEIDA, M. V. Senhores de Si: Uma Interpretação Antropológica da Masculinidade. Lisboa: Fim de Século, 1995. BARTH, F. O guru, o iniciador e outras variações antropológicas. Rio de Janeiro: Contra Capa. 2000. BESSE, Susan K. Modernizando a desigualdade: reestruturação da Ideologia de Gênero no Brasil (1914-1940). São Paulo: Edusp,1999. BOURDIEU, P. A “juventude” é apenas uma palavra. In: BOURDIEU, P. Questões de. Sociologia. Rio de Janeiro: Marco Zero, 1983. BOURDIEU, Pierre. A dominação masculina. Rio de Janeiro: Bertrand Brasil, 1999. BUTLER, Judith, Parentesco é sempre tido como heterossexual?. Cadernos Pagu (21) 2003: pp.219-260. BUTLER, Judith. Gender trouble: Feminism and the subversion of identity. Nova York, Routledge, 1990. Butler, Judith. Sujeitos do Sexo/Gênero/Desejo In: Problemas de Gênero – Feminismo e Subversão da Identidade. Rio de Janeiro: Civilização Brasileira, 2003. p.15-60. CARDOSO DE OLIVEIRA, R. Os caminhos da identidade: ensaios sobre etnicidade e multiculturalismo. São Paulo: UNESP; Brasília, Paralelo 15. 2006. CASTELLS, Manuel. O Poder da Identidade. São Paulo: Paz & Terra, 2006. Fraser, Nancy. "Da Redistribuição ao Reconhecimento? Dilemas da Justiça na era Pós-Socialista" in Souza, Jessé. Democracia Hoje: novos desafios para a política democrática contemporânea. Brasília, UNB, 2001. CASTRO, E. G. de . Entre Ficar e Sair : uma etnografia da construção social da categoria jovem rural, Tese de Doutorado em Antropologia Social, Rio de Janeiro: PPGAS/MN/UFRJ. 2005. COMAROFF, John and Jean. Ethnicity.Inc. University of Chicago Press. 2009. FOUCAULT, M. História da sexualidade: a vontade de saber. Rio de Janeiro: Graal, 1977. FRANCHETTO, Bruna (e outras). Perspectivas antropológicas da mulher. RJ: Zahar, 1981. FRASER, Nancy & HONNETH, Axel. Redistribution or Recognition? A political-philosophical exchange. Londonj/ New York: Verso, 2003. FRASER, Nancy. Justice Interruptus. Nova York: Routledge, 1997. FRY, P. O que a Cinderela Negra tem a dizer sobre a "política racial no Brasil". Dossiê Povo Negro: 300 anos, Revista da USP, n. 28, p. 122-135, 1996. FRY, Peter. A persistência da raça: ensaios antropológicos sobre o Brasil e a África austral. Rio de Janeiro: Civilização Brasileira, 2005. GIDDENS, Anthony. Modernidade e Identidade. Rio de Janeiro: Jorge Zahar editor, 2002. GUIMARÃES, Antonio Sergio Alfredo. Classes, Raças e Democracia. São Paulo: editora 34, 2002. GUTMANN, Amy. La Identidad en Democracia. Buenos Aires: Katz, 2008. HEILBORN, Maria Luiza e SORJ, Bila. "Estudos de gênero no Brasil", in: MICELI, Sérgio (org.) O que ler na ciência social brasileira (1970-1995), ANPOCS/ CAPES. São Paulo: Editora Sumaré, 1999(b). HEILBORN, Maria Luiza. Dois e par: conjugalidade, gênero e identidade sexual em contexto igualitário. Tese. RJ: UFRJ MNPGAS, 1992. HONNETH, Axel. Luta por Reconhecimento: a gramática social dos conflitos morais. São Paulo: ed. 34, 2003. KIMLICKA, Will. Politics in Vernacular: nationalism, multiculturalism and citzenship. Oxford University Press, 2001. MOUTINHO, L. Razão, "cor" e desejo: uma análise dos relacionamentos afetivo-sexuais "inter-raciais" no Brasil e na África do Sul. São Paulo: Unesp, 2004. NOVAES, R. R. (1998), “Juventude/ juventudes?”, in Comunicações ISER, n. 50, ano 17, Rio de Janeiro. OLIVEIRA, João Pacheco de. Ensaios em Antropologia Histórica.Rio de Janeiro: Editora UFRJ. 1999. PACHECO DE OLIVEIRA, J. (Org.). A viagem de volta: etnicidade, politica e reelaboracao cultural no Nordeste indigena. 2ª ed. Rio de Janeiro: Contra Capa. 2004. RODHEN, Fabíola. “A construção da diferença sexual na medicina do século XIX” In; GRANDO, José Carlos. A (des)construção do corpo. Blemenau: EDifurb, 2001. RODHEN, Fabíola. Uma ciência da diferença: sexo e gênero na medicina da mulher. Rio de Janeiro: Ed. Fiocruz, 2001. SANSONE, Lívio. Negritude sem etnicidade: o local e o global nas relações raciais e na produção cultural negra do Brasil, trad. de Vera Ribeiro, Salvador/Rio de Janeiro, Edufba/Pallas, 2004. SOIHET, Rachel , MATOS, Maria Izilda (org.) O corpo feminino em debate. São Paulo: Unesp, 2003. SOIHET, Rachel. Condição feminina e formas de violência: mulheres pobres e ordem urbana (1890-1920). Rio de Janeiro: Forense Universitária, 1989. SOIHET, Raquel. “Mulheres pobres e violência no Brasil urbano” In: Del Priore, Mary(org.) História das Mulheres no Brasil. São Paulo: UNESP/ Contexto, 1997. SOUZA, J. & Mattos, P. (Orgs). Teoria Crítica no Século XXI. São Paulo: Annablume, 2007. STOLCKE, V. Sexo está para gênero assim como raça para etnicidade? Estudos Afro-Asiáticos. Rio de Janeiro, v. 20, p. 101-119, 1991. TAYLOR, Charles et al. Multiculturalism: Examining The Politics of Recognition. Princeton: Princeton University Press. 1994. THOMPSON, E.P. A formação da classe operária inglesa. Volume I : A árvore da liberdade. Rio de Janeiro: Paz e Terra, 1987. TILLY, Charles. Durable Inequality. Berkeley and Los Angeles: University of California Press, 1998.

SIGAA | Coordenadoria de Tecnologia da Informação e Comunicação - COTIC/UFRRJ - (21) 2681-4638 | Copyright © 2006-2026 - UFRN - sig-node1.ufrrj.br.producao1i1 v4.17.0_r21