Universidade Federal Rural do Rio de Janeiro Seropédica, 15 de Julho de 2026

Resumo do Componente Curricular

Dados Gerais do Componente Curricular
Tipo do Componente Curricular: MÓDULO
Unidade Responsável: PROGRAMA DE PÓS-GRADUAÇÃO EM DIREITO, AMBIENTE E DESENVOLVIMENTO/IM (11.39.00.60)
Código: IM1003
Nome: ACESSO À JUSTIÇA, PROCESSO COLETIVO E LITÍGIOS COMPLEXOS
Carga Horária Teórica: 60 h.
Carga Horária Prática: 0 h.
Carga Horária de Ead: 0 h.
Carga Horária Total: 60 h.
Pré-Requisitos:
Co-Requisitos:
Equivalências:
Excluir da Avaliação Institucional: Não
Matriculável On-Line: Sim
Horário Flexível da Turma: Sim
Horário Flexível do Docente: Sim
Obrigatoriedade de Nota Final: Sim
Pode Criar Turma Sem Solicitação: Não
Necessita de Orientador: Não
Exige Horário: Sim
Permite CH Compartilhada: Não
Permite Múltiplas Aprovações: Não
Quantidade de Avaliações: 1
Ementa/Descrição: A disciplina tem como objetivo propor uma reflexão sobre os desafios para efetivação dos direitos fundamentais em sociedades complexas e com profundas desigualdades, como a sociedade brasileira, a partir de três eixos temáticos interdependentes. O estudo do acesso à justiça e suas diferentes acepções compõe o primeiro eixo temático. A compreensão do movimento internacional do acesso à justiça e os impactos na cultura jurídica brasileira, como também o acesso à justiça na perspectiva das coletividades, é essencial para o aprofundamento do debate sobre o tema. O segundo eixo se relaciona com o processo coletivo, em suas diversas dimensões como tutela do meio ambiente e direito das minorias, e a sua efetivação na prática judicante brasileira. Nesse contexto, a releitura do conceito de litígio coletivo e sua respectiva tutela jurisdicional na contemporaneidade é fundamental. O terceiro eixo temático tem como objetivo aprofundar os estudos sobre litígios complexos e estruturais no Brasil, com destaque para efetivação de políticas públicas, relações entre os Poderes Judiciário e Executivo na concretização de direitos fundamentais e participação de diversos atores sociais no processo de formação da decisão judicial. O aprofundamento teórico acerca da articulação desses eixos temáticos contribuirá para densidade da formação acadêmica e para realização de pesquisas, teóricas e empíricas, acerca dos desafios para concretização dos direitos fundamentais no Brasil.
Referências: ABBOUD, Georges. Ativismo judicial: os perigos de se transformar o STF em inimigo ficcional. São Paulo: Thomson Reuters Brasil, 2022. CAPPELLETTI, Mauro & GARTH, Bryant. Acesso à Justiça. Porto Alegre: Sergio Fabris, 1988. CAPPELLETTI, Mauro. Processo, Ideologias e Sociedade. Porto Alegre: Sergio Fabris Editor, 2008 (Capítulo “Acesso à Justiça – Acesso à Justiça como programa de Reforma e como Método de Pensamento”) p. 379-397. CATHARINA, Alexandre de Castro. Movimentos Sociais, sociedade civil e a construção democrática do processo judicial no STF: Premissas para um quadro conceitual. In Democracia e Poder Judiciário. Alexandre de Castro Catharina e Anderson Willy Silva de Oliveira (coordenadores). Rio de Janeiro: Lumen Juris, 2018, pp. 11-44. CHASE, Oscar. Direito, cultura e ritual: sistemas de resolução de conflitos no contexto da cultur comparada. Tradução Sérgio Arenhart e Gustavo Osna. 1ª ed. São Paulo: Marcial Pons, 2014. Capítulo 1. p. 19-34. DIDIER JR, F.; ZANETI JR, H.; OLIVEIRA, R. Notas sobre as decisões estruturantes. In ARENHART, Sérgio Cruz; JOBIM, Marco Félix (Org). Processos estruturais. 2. ed. Salvador: Juspodivm, 2019. ECONOMIDES, Kim. Lendo as ondas do “Movimento de Acesso à Justiça”: epistemologia versus metodologia? In: PANDOLFI, Dulce et al (Org.). Cidadania, justiça e violência. Rio de Janeiro: Ed. Fundação Getúlio Vargas, 1999.p. 61-76. FONSECA COSTA, Eduardo José. Os dez senões do processo estrutural. Empório do Direito. Disponível em: https://emporiododireito.com.br/leitura/abdpro-181-dez-senoes-do-processo-estrutural#:~:text=Trata%2Dse%20do%20processo%20em,e%20OLIVEIRA%2C%20Rafael%20 Alexandria%20de. GALANTER, Marc. Acesso à Justiça em um mundo com capacidade social em expansão. Revista Brasileira de Sociologia de Direito. V. 2. n. 1. Jan/jul. 2015. Disponível em: http://revista.abrasd.com.br/index.php/rbsd/article/view/6/12. KOERNER, Andrei; MACIEL, Debora. Os sentidos da judicialização da política: duas análises. Revista Lua Nova, São Paulo, n.57, p. 113-133, 2002. Disponível em: https://www.scielo.br/j/ln/a/XtH5MwKHLqbL5xyN7dwd6zC/?format=pdf&lang=pt; NUNES, Dierle; TEIXEIRA, Ludmila. Por um acesso democrático à justiça: primeiros apontamentos. Revista de Processo. n. 217, p. 75-119 2013. PINHO, Humberto Dalla Bernardina de. Acordos em litígios coletivos: limites e possibilidades do consenso em direitos transindividuais após o advento do CPC/2015 e da Lei de Mediação. Revista Eletrônica de Direito Processual da UERJ. v.19. n. 2, 2018. Disponível em: https://www.e-publicacoes.uerj.br/index.php/redp/article/view/36485/25845. SADEK, Maria Tereza. Acesso à justiça: um direito e seus obstáculos. Revista USP, n. 101, p. 55-66, 2014. Disponível: https://www.revistas.usp.br/revusp/article/view/87814. SANTOS, Boaventura de Souza. A sociologia dos tribunais e a democratização da justiça. In Pela mão de Alice: o social e o político na pós-modernidade. São Paulo: Cortez, 2006. TEMER, Sofia. Participação no processo civil: repesensando litisconsórcio, intervenção de terceiros e outras formas de atuação. Salvador: Juspodivm, 2020. VIANNA, Luiz WERNECK; CARVALHO, Maria Alice Rezende de; BURGOS, Marcelo Baumann. A judicialização da política e das relações sociais no Brasil. Rio de Janeiro: Revan, 1999. Introdução. VITORELLI, Edilson. Levando os conceitos a sério: processo estrutural, processo coletivo, processo estratégico e suas diferenças. Revista de Processo. v. 284. 2018. VITORELLI, Edilson. Litígios estruturais: decisão e implementação de mudanças socialmente relevantes pela via processual. In ARENHART, Sérgio Cruz; JOBIM, Marcus Félix (Orgs) In Processos Estruturais. Salvador: Podivm, 2019. WOLKMER, Antônio Carlos. Pluralismo Jurídico: fundamentos de novo cultura do direito. 3ª edição. São Paulo: Editora Alfa Ômega, 2001. Capítulo V.

SIGAA | Coordenadoria de Tecnologia da Informação e Comunicação - COTIC/UFRRJ - (21) 2681-4638 | Copyright © 2006-2026 - UFRN - sig-node3.ufrrj.br.producao3i1 v4.17.0_r28