| Ementa/Descrição: |
Pensar sobre a comunicação na Idade Média envolve responder a perguntas sobre como o poder e o conhecimento são comunicados e como eles contribuem para estabelecer, manter e desafiar ordens sociais, políticas e culturais existentes. Isso implica em um trabalho conjunto de História, História da Arte, Arqueologia e outros campos do saber, com ênfase na questão da circulação de pessoas, de ideias, de modelos e de artefatos como indícios de uma realidade na qual a mobilidade mental, simbólica e física desafia percepções e estereótipos de uma população e uma sociedade medieval caracterizadas pela permanência e imutabilidade. Noções de movimento e mobilidade são centrais para a compreensão de vários aspectos da sociedade medieval. Na sua essência, movimento inclui conexões através do tempo, dos objetos, das pessoas e do espaço. É importante investigar como a circulação, os movimentos e a mobilidade das pessoas, dos padrões e das ideias influenciam a fabricação das sociedades pré-modernas. Pensar a circulação e a comunicação significa, portanto, afastar-se de uma lógica em que só se analisa o resultado final ou o caminho final percorrido. A comunicação e a circulação se encontram para oferecer a visão de uma história conectada da Idade Média, para além das tradicionais barreiras geográficas e temporais. É a partir desse conjunto de questionamentos que a disciplina está organizada. |
| Referências: |
BIBLIOGRAFIA BÁSICA:
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BIBLIOGRAFIA COMPLEMENTAR:
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NORMORE, Christina (Org.). Re-assessing the Global Turn in Medieval Art History. Croydon: ARC Humanities Press, 2018. 2020. |