Herbário é um tipo especial de coleção biológica que objetiva testemunhar a biodiversidade de plantas em nosso planeta. Como toda coleção biológica, ela é composta por partes de organismos, ou ainda organismos inteiros, que foram coletados e preparados para que possam se tornar parte de um acervo e perdurar ao longo do tempo. Os herbários surgiram formalmente no continente europeu por volta do século XVI, com o intuito de documentar o uso que as plantas tinham. Entretanto, o hábito de colecionar amostras de plantas é tão antigo quanto as primeiras civilizações humanas. Para além de ser testemunho da biodiversidade de plantas e retratar o uso das plantas pelas populações humanas, os herbários são fontes primárias de informação sobre a distribuição de espécies vegetais, registro histórico de mudanças na paisagem e ferramentas que subsidiam estudos taxonômicos, ecológicos de manejo e conservação, química, genética de plantas, entre outros. Os herbários também possuem importante papel na educação formal e não formal servindo de mediador de aprendizado nos mais distintos níveis de formação acadêmica. Além disso, podem contribuir para conscientização sobre a importância das plantas para a manutenção da vida no nosso planeta. O Herbário do Departamento de Botânica da UFRRJ, reconhecido internacionalmente pela sigla RBR, foi fundado em 1916, quando na época funcionava como um setor da Escola Superior de Agricultura e Medicina Veterinária (ESAMEV), atual Universidade Federal Rural do Rio de Janeiro (UFRRJ). O acervo do RBR está registrado no índice mundial de herbários (Index Herbariorum), no Sistema de Informação sobre a Biodiversidade Brasileira (SiBBr), na Rede Brasileira de Herbários (Sociedade Botânica do Brasil) e no Núcleo de Articulação de Acervos e Coleções (NAAC /PROEXT/ UFRRJ). O RBR está vinculado a importantes projetos de informatização e disponibilização dos dados em rede mundial, para acesso de todos os usuários. Plantas alimentícias não convencionais (PANC’S) são espécies nativas ou cultivadas comestíveis, mas que não são utilizadas para a alimentação humana. O uso da divulgação científica como aliada ao processo de disseminação de conhecimentos científicos se dá quando transformamos os conceitos científicos numa linguagem mais simples e adequada ao público não acadêmico, tornando o conhecimento adquirido, um forte elemento de inclusão social. O objetivo da Oficina “Plantas alimentícias não convencionais (PANC’S) - a divulgação científica das espécies do acervo do Herbário RBR” é apresentar o RBR como um espaço para atividades de aprendizagem apresentando a dinâmica de uma coleção científica, utilizando as plantas alimentícias não convencionais como uma ferramenta para oportunizar a popularização da Botânica, uma Ciência Básica. A fim de permitir a acessibilidade metodológica/pedagógica a oficina será construída de modo interativo, com recursos de áudio e imagens, levando em conta a usabilidade prática dos participantes, validados por eles próprios como um produto de aprendizagem.
O início da oficina será marcado por uma dinâmica de grupo com o objetivo de apresentar plantas alimentícias não convencionais estimulando a curiosidade científica sobre como diferenciar as espécies através dos aspectos morfológicos e sensoriais. Utilizaremos exemplos de plantas do cotidiano, como verduras, ervas e legumes, para explicar a diferença entre a classificação do senso comum e a científica. A seguir, as plantas alimentícias não convencionais selecionadas serão utilizadas para apresentar as técnicas usuais de coleta de material botânico e os aspectos que devem ser observados antes da prensagem, secagem e herborização. Em seguida, os participantes serão estimulados a prensarem as amostras selecionadas e acondicionarem na estufa de secagem de plantas. Amostras previamente secas servirão para que os participantes confeccionem mini exsicatas individuais, relativamente similares aos materiais testemunhos depositados no acervo científico, cuja etiqueta de determinação será grafada pelo participante de forma individual e exclusiva. Em seguida, numa estação de fotográfica, similar àquela encontrada na coleção, os participantes fotografarão as suas amostras. Tais atividades replicam a rotina do gerenciamento dos herbários, que disponibilizam os acervos em redes integradas mundiais, assim como, reproduzem de uma forma lúdica, a rotina do trabalho de um taxonomista, que estudam amostras depositadas nos herbários para reconhecimento das espécies da flora. Por fim, o uso de um jogo de memória será utilizado para promover a consolidação do conhecimento de plantas alimentícias não convencionais e fazer com que os participantes da oficina vivenciem, de forma lúdica, experiências que as contribuições do herbário RBR realizam para o avanço do conhecimento da flora brasileira.
Discentes de cursos de graduação
Agricultores e familiares, comunidade em geral
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