CICLO DE Plasmodiophora brassicae EM PLANTAS DE NABIÇA (Raphanus spp.) E O SEU PAPEL NA SOBREVIVÊNCIA DO PATÓGENO
Hérnia das crucíferas; sobrevivência; planta daninha
A Região Serrana Estado do Rio de Janeiro, grande produtora de brassicas, apresenta padrão de produção de hortaliças com cultivo intensivo e sequenciado de hortaliças em pequenas unidades familiares. Dentre as limitações mais citadas pelos produtores estão as perdas recorrentes pela hérnia das crucíferas, causada por Plasmodiophora brassicae. Trata-se de patógeno específico da família Brassicaceae, biotrófico, mas com capacidade de sobrevivência no solo por vários anos. Dentre os fatores que podem estar contribuindo para a perpetuação do patógeno nas áreas está a distribuição generalizadas de nabiça (Raphanus spp.) outrora utilizada para adubação verde na região. Desta forma, o presente projeto tem como objetivos: 1) Identificar a espécie da planta referida como nabiça presente na região, a sua distribuição e a incidência de plantas com hérnia das crucíferas; 2) avaliar a suscetibilidade e o ciclo de P. brassicae nestas plantas e o seu papel como hospedeira intermediária do patógeno; 3) avaliar o seu efeito no aumento ou redução de inóculo do patógeno e da severidade da hérnia das crucíferas em plantas de couve-flor. Para tanto serão feitos coletas e levantamentos da frequência e distribuição de plantas de nabiça em áreas de produção de couve-flor e da incidência de plantas com galhas. A partir das galhas coletadas serão feitos estudos, em casa de vegetação, para aferição da viabilidade e patogenicidade dos esporos de P. brassicae e da suscetibilidade comparativa de nabiça ao patógeno e de sua contribuição na perpetuação do inóculo no solo.