Danos dependentes de luz na fisiologia de Amaranthus hybridus submetida a aplicação de glufosinato de amônio
fotossíntese, glutamina sintetase, peroxidação lipídica; espécies reativas de oxigênio.
Após aplicação do glufosinato em campo, seu controle sobre as plantas daninhas pode variar dependendo das condições ambientais, como luz, temperatura e umidade relativa. O resultado do controle pode ser diferente quando aplicado em folhas jovens em comparação com folhas velhas, devido às variações nas condições ambientais. Nesta pesquisa buscamos avaliar a fisiologia de folhas novas e velhas de Amaranthus hybridus em resposta ao glufosinato pulverizado sob diferentes condições de luz. Os sintomas de fitotoxicidade se desenvolveram mais intensivamente nas plantas de Amaranthus hybridus quando expostas à luz durante aplicação do glufosinato (504 g i.a. ha-1), com destaque para as folhas velhas. O herbicida glufosinato de amônio inibe a atividade fotossintética do Amaranthus hybridus. A inibição da fotossíntese resultou em aumento na emissão da fluorescência, culminando em sua interrupção em 24 horas após aplicação somente nas folhas velhas expostas ao sol. Em contraste, a aplicação no escuro mostrou aumento na emissão de fluorescência em 12 horas após aplicação quando já estava com presença de luz. O acúmulo de superóxido e peróxido de hidrogênio foi dependente da luz e subsequente acúmulo de MDA. E as enzimas antioxidantes podem não fornecer proteção antioxidante contra os danos oxidativos causados pelo glufosinato. A condição de luz interferiu na atividade da GST. Consequentemente, o glufosinato de amônio depende da fotossíntese afetando indiretamente o fluxo de transporte de elétrons no FSII para gerar EROs.