Óleos essenciais para o manejo da ferrugem branca (Puccinia horiana) no crisântemo.
Puccinia horiana, produtos naturais, controle de doença
O crisântemo é um produto de ampla comercialização em todo o Brasil e a diversidade de tipos e cores, à resistência ao transporte, à excelente durabilidade e sua fácil adaptação a diferentes regiões o tornam como um dos principais produtos comercializados nos diversos mercados. Porém, a ferrugem branca, uma das mais importantes doenças foliares da cultura, têm trazido grandes danos econômicos para os produtores1. O aumento dos níveis de agrotóxicos, o alto custo do controle químico, o surgimento de populações de fitopatógenos resistentes e os riscos de contaminação têm levado o homem à necessidade de obter produtos alternativos para o controle das doenças2. Portanto, o objetivo desse estudo foi avaliar, em condições de ambiente protegido, o efeito de óleos essenciais e extrato de própolis no controle da ferrugem branca do crisântemo, cultivar White Reagan. O trabalho foi conduzido em condições de produção comercial no Sítio do Sossego em Nova Friburgo – RJ, nos meses de junho e julho de 2018. O delineamento utilizado foi em blocos casualizados em esquema fatorial 5x2+1, com dois óleos essenciais (óleo de capim limão e óleo de citronela), extrato de própolis, fungicida (Epoxiconazol e Piraclostrobina), detergente neutro, ambos em duas concentrações (1% e 0,5%), e a testemunha (água), com quatro repetições. Para determinação da intensidade da ferrugem branca foi avaliada a incidência da doença ao longo do tempo, através da contagem do número de plantas doentes em 10 plantas por parcela, número de folhas doentes/planta, número de pústulas em uma folha do terço médio, altura de plantas e número de nós a cada 10 dias após o plantio (DAP), em cinco avaliações. Foram realizadas seis aplicações dos tratamentos, a primeira no dia de plantio e as demais a cada avaliação. Os dados obtidos foram submetidos à análise de variância (ANOVA), sendo as médias comparadas pelo teste de Tukey a 5% de probabilidade. Toda estatística foi feita no programa SISVAR. O óleo essencial de citronela 1% apresentou melhores resultados comparado à testemunha aos 20 DAP para a variável número de plantas doentes com 22,5%, enquanto que para a água 52,5% das plantas já estavam infestadas. Aos 20 DAP o óleo essencial de citronela 1%, o capim-limão 1% e o extrato de própolis 1% reduziram em média a incidência da doença nas folhas em 3,73%, comparado à testemunha. De uma maneira geral observa-se uma menor incidência da doença nos tratamentos com os óleos essenciais e extrato de própolis, em todo o período avaliado. No tratamento com fungicida houve controle da doença, porém, as doses usadas causaram fitotoxidade, impedindo o alongamento dos entre nós. Foi possível ajustar uma equação de regressão linear e positiva para os tratamentos com óleos essenciais, extrato de própolis e detergente neutro, na variável número de folhas doentes por planta, sendo que aos 50 DAP, em média, 49% das folhas avaliadas estavam doentes. Esses resultados mostram que os óleos essenciais utilizados no presente trabalho não impedem o desenvolvimento do patógeno nas plantas, mas reduzem a incidência da doença.