Avaliação do efeito da inoculação microbiana na dinâmica térmica, estabilização e higienização durante a compostagem de lodo de esgoto
Lodo de esgoto,
Sustentabilidade, Salmonella,
Ovos de Helmintos,
Coliformes termotolerantes
A crescente produção de lodo de estação de tratamento de esgoto (LETE), representa um
desafio relevante para a gestão de resíduos urbanos. Nesse contexto, a compostagem é uma
alternativa para viabilizar um destino adequado para esse material. Este estudo avaliou a
eficiência da compostagem, na higienização e estabilização do LETE. O experimento
comparou três tratamentos (sem biocatalizador, biocatalisador comercial e biocatalisador
experimental) ao longo de 120 dias. Foram monitoradas temperatura, emissões de CO₂ e
NH₃, coliformes termotolerantes, Salmonella spp. e ovos viáveis de helmintos. Os resultados
mostraram que todos os tratamentos promoveram reduções significativas nos níveis de
coliformes termotolerantes e diminuição de ovos de helmintos após 90 dias. O material
inicial já era livre de Salmonella spp. Em relação à estabilização, verificou-se que as emissões
de CO₂ ficaram abaixo do limite de 4 mg g⁻¹ MS dia⁻¹ já no 30º dia, enquanto o NH₃
tornou-se indetectável a partir do 45º dia, confirmando a maturidade do composto e a ausência
de odores. Esses resultados indicam que a estabilização ocorreu antes da metade do ciclo
experimental, gerando material estável e adequado ao uso agrícola. A análise estatística
demonstrou que não houve diferenças significativas entre os tratamentos, comprovando que a
inoculação de biocatalisadores não trouxe ganhos adicionais. O processo de compostagem é
eficiente na higienização e estabilização do LETE, atendendo aos requisitos estabelecidos
pela portaria MAPA Nº52/2021.