Banca de DEFESA: MICHELE CAGNIN VICENTE

Uma banca de DEFESA de MESTRADO foi cadastrada pelo programa.
DISCENTE : MICHELE CAGNIN VICENTE
DATA : 26/06/2019
HORA: 14:00
LOCAL: Sala de defesa do PPGF
TÍTULO:

Propagação in vitro e aclimatização de Cattleya walkeriana Gardner: espécie na lista vermelha da flora brasileira.

 

 

 


PALAVRAS-CHAVES:

orquideas, preservação, meios de cultura; microbiolização 


PÁGINAS: 132
RESUMO:

Cattleya walkeriana é uma orquídea endêmica do Brasil de alto valor comercial e muito cobiçada pelos orquidófilos, fatos que atrelados às especificidades reprodutivas da família a coloca entre as espécies da flora em risco de extinção elevada na natureza. Deste modo a propagação in vitro se mostra como uma valiosa ferramenta para obtenção de mudas, visando o abastecimento do mercado e a preservação da espécie. Nesse contexto buscou-se avaliar o desenvolvimento de plântulas de Cattleya walkeriana Gardner cultivadas em diferentes meios de cultura em sistema de propagação in vitro e posteriormente o desempenho das mesmas ex vitro pela aclimatização em casa de vegetação. Plântulas com aproximadamente 1.0 cm de comprimento foram subcultivadas durante 240 dias nos meios de cultura Murashige & Skoog, 1962 (MS); Knudson C, 1946 modificado por Morel, 1965 (KC); Fertilizante Peters® (PE); Fertilizante KristalonTM Laranja (KL); Meio de cultura suprimento B&G Orchidées® (BG). Ao término desse período foram mensuradas as variáveis massa fresca total (MFT), número de folhas (NF), comprimento da maior folha (CMF), número de raiz (NR), comprimento da maior raiz (CMR) e o pHfinal dos meios de cultura (pHfinal). Após essas avaliações plântulas provenientes dos tratamentos MS, PE, KL e BG foram levadas para aclimatização em casa de vegetação onde foram inoculadas com 1.0 ml da suspensão de Azospirillum brasilense SP 245 BR 11005 (AZ); com 1,0 ml da suspensão de Microvirga vignae BR 3299 (MV); e com 1,0 ml de H2O destilada, este último foi designado de tratamento Controle (CO). Completados 120 dias em casa de vegetação avaliou-se o percentual de sobrevivência das plantas (SB), a massa fresca total (MFT), o número de folhas (NF), o comprimento da maior folha (CMF), o número de raiz (NR) e o comprimento da maior raiz (CMR). Foi possível concluir que o meio Knudson C 1946 modificado por Morel, 1965 não é adequado para propagação in vitro de plântulas de Cattleya walkeriana sob as condições deste experimento. O meio de cultura suprimento B&G Orchidées® e o meio de cultura a base de fertilizante KristalonTM Laranja se mostraram os mais eficientes no desenvolvimento das plântulas em condições in vitro, porém o meio de cultura a base de fertilizante Peters® também se mostrou como boa alternativa em substituição ao meio de cultura Murashige & Skoog, 1962. Contudo, quando aclimatizadas as mudas provenientes do meio de cultura suprimento B&G Orchidées® foram as que apresentaram os melhores resultados independentemente do fator inoculação, logo, pode-se concluir que este meio se mostrou o mais indicado na propagação in vitro e na posterior aclimatização das plântulas de Cattleya walkeriana.

 


MEMBROS DA BANCA:
Presidente - 2186690 - JOAO SEBASTIAO DE PAULA ARAUJO
Externo ao Programa - 2379124 - ROGERIO GOMES PEGO
Externo à Instituição - SANDY SAMPAIO VIDEIRA - UFRRJ
Notícia cadastrada em: 19/06/2019 13:10
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