MICROPROPAGAÇÃO DE ESPÉCIES AMEAÇADAS DE EXTINÇÃO DA FAMÍLIA ARACEAE: ESTRATÉGIA DE CONSERVAÇÃO DE COLEÇÕES VIVAS
Cultura de tecidos; coleções vivas; risco de extinção; Anthurium sp., Philodendrum sp.
As coleções vivas são uma importante forma de conservação de espécies ameaçadas de extinção. Dentre as essas, destaca-se o Sítio Roberto Burle Marx que abriga muitos exemplares nativos, e alguns deles Em Risco de extinção (EN), sendo a coleção da família Araceae uma das mais importantes desse acervo. É conhecido que a propagação de espécies da família Araceae é lenta e difícil de ser realizada por vias tradicionais, por isso a cultura de tecidos tem se apresentado como a principal alternativa de multiplicação dessas plantas. Por isso, o objetivo desse trabalho é estabelecer eficientes protocolos de micropropagação para espécies ameaçadas de extinção da família Araceae e a produção de plantas para conservação e manutenção de coleções vivas. Para indução de calos e brotações será utilizado o meio de cultivo MS com a metade da concentração de sais da composição original suplementado com 0,5, 1,0, 1,5 e 2,0 mg L-1 de 6-benzylaminopurine (BAP) e 0,0, 0,1 mg L-1 de ácido diclorofenóxiacético (2,4 - D), em todas as combinações possíveis. As plantas obtidas nessa etapa de multiplicação serão repicadas para meio de crescimento composto por meio MS suplementado por 0,0, 0,5, 1,0 1,5 e 2,0 mg L-1 de Ácido indobutírico (AIB). E após 60 dias de cultivo serão aclimatizadas em diferentes substratos compostos por musgo esfagno, fibra de coco, vermiculita ou areia lavada. Posteriormente serão testados diferentes substratos para o cultivo das plantas oriundas da micropropagação para posterior devolução às coleções vivas e redistribuição em outras unidades de conservação do Brasil. Com essa pesquisa espera-se estabelecer eficientes protocolos para a multiplicação massal de espécies ameaçadas de extinção da família Araceae, contribuindo o aumento desses exemplares nas coleções vivas como uma estratégia de conservação.