Banca de DEFESA: VIINCIUS JOSÉ FERNANDES

Uma banca de DEFESA de DOUTORADO foi cadastrada pelo programa.
DISCENTE : VIINCIUS JOSÉ FERNANDES
DATA : 17/03/2023
HORA: 13:30
LOCAL: On-line (Plataforma RNP): https://conferenciaweb.rnp.br/events/defesa-da-tese-de-vinicius-jose-ferna
TÍTULO:

Acessibilidade de polens de Fabaceae e Poaceae e sua adequabilidade como alimento para Chrysoperla externa (Hagen) (Neuroptera: Chrysopidae)


PALAVRAS-CHAVES:

Crisopídeo. Polinivoria. Leguminosas. Gramíneas. Controle biológico conservativo. Princípios agroecológicos.


PÁGINAS: 171
RESUMO:

Dentro dos princípios agroecológicos, os agroecossistemas devem privilegiar plantas de usos múltiplos e que otimizem processos biológicos. Fabaceae e Poaceae são reconhecidas como plantas para produção de fitomassa, plantas de cobertura do solo e adubos verdes, mas o potencial como plantas atrativas aos agentes de controle biológico (ACB) tem sido pouco explorado. As plantas atrativas podem prover abrigo e/ou fontes de alimento (e.g., pólen e néctar) para os ACB. Chrysoperla externa (Hagen) é um ACB nativo no Brasil, com larvas predadoras de artrópodes fitófagos e os adultos se alimentam de pólen e néctar, embora as larvas possam ser também polinívoras. A disponibilidade de flores provedoras desses recursos para C. externa devem, portanto, desempenhar um importante papel na conservação desse crisopídeo. Todavia, nem todas as flores possuem morfologia que permite o acesso dos insetos entomófagos ao pólen, cuja composição química pode afetar a biologia desses insetos. A assimilação de carbono dos pólens pelas larvas de C. externa ainda não foi registrada. Neste contexto, os objetivos gerais do estudo foram (1) avaliar a acessibilidade dos polens de Fabaceae e Poaceae aos adultos a partir das flores, (2) avaliar a adequabilidade dos polens acessados como alimento para os adultos e as larvas desse crisopídeo e (3) determinar a assimilação de carbono dos polens pelas larvas em comparação à dieta carnívora (presa). Essas avaliações foram conduzidas em laboratório e cujos resultados foram apresentados em três capítulos. No capítulo I, avaliou-se a acessibilidade dos polens de quatro espécies de Fabaceae [Cajanus cajan – guandu (GU), Canavalia ensiformis – feijão-de-porco (FP), Crotalaria juncea – crotalária (CR), Flemingia macrophylla – flemingia (FL)] e de quatro espécies de Poaceae [Avena strigosa – aveia-preta (AP), Pennisetum glaucum – milheto (MT), Sorghum bicolor – sorgo (SO) e Zea mays – milho (MO)] aos adultos, quando confinados com as flores e se há seleção entre os polens com base na quantidade de grãos de pólen consumidos e nas características dos polens (padrões de abertura, ornamentação e espessura da exina, tamanho dos polens e conteúdo de proteína bruta). Os adultos foram capazes de acessar os pólen nas flores de CR, FP e todas as Poaceae. Observou-se ainda que, quando confinados com os polens extraídos das anteras, os adultos consumiram mais polens de MO, MT e SO do que os polens de CR e FP, sendo que as características dos polens não governaram essa escolha. No capítulo II, avaliou-se os efeitos do consumo dos polens de MO, MT, SO, CR e FP ofertados separadamente ou em mistura de uma espécie de Poaceae com uma espécies de Fabaceae (dietas dipolínicas), na biologia dos adultos em comparação à dieta padrão (50% de levedo de cerveja: 50% de mel), à água e à solução de mel (50%). As dietas com polens de MO, MT, SO, CR e FP, separadamente ou em mistura, melhoraram os parâmetros biológicos dos adultos (longevidade e peso de macho e fêmea, período de pré-oviposição, período de oviposição, fecundidade, taxa de fecundidade e viabilidade dos ovos) igualmente à dieta padrão. O capítulo III objetivou avaliar os efeitos das dietas monopolínicas de Fabaceae e Poaceae no desenvolvimento da larva de C. externa, com ou sem presa, e determinar a assimilação de carbono a partir dessas dietas. Os resultados obtidos mostraram que a onivoria é um hábito alimentar possível nas larvas carnívoras de C. externa, quando na ausência de presa, sendo que, nessa condição, os polens de P. glaucum e Z. mays podem garantir a sobrevivência, o crescimento e o desenvolvimento dos três instares e da pupa desse crisopídeo em condições de laboratório.


MEMBROS DA BANCA:
Presidente - 2223814 - ELEN DE LIMA AGUIAR MENEZES
Externo ao Programa - 2141321 - ANDRE LUIS SANTOS RESENDE - UFRRJExterno ao Programa - 1356331 - JARBAS MARCAL DE QUEIROZ - UFRRJExterna à Instituição - CLÁUDIA BARBIERI FERREIRA MENDONÇA - UFRJ
Externo à Instituição - WALTER JOSE RODRIGUES MATRANGOLO - EMBRAPA
Notícia cadastrada em: 09/03/2023 13:38
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