Cultivo in vitro de Pleroma spp. e a difusão de métodos de propagação de plantas na educação básica
Melastomataceae. Quaresmeiras. Micropropagação. Produção de Mudas. Ensino de Ciências.
Melastomataceae é uma família com distribuição pantropical que no Brasil abrange 69 gêneros e cerca de 1.430 espécies, das quais aproximadamente 973 são endêmicas. Dentre esses gêneros encontramos o Pleroma, cujas espécies são popularmente conhecidas por quaresmeiras, pois uma das épocas de floração coincide com o período religioso da quaresma. Estudos denotam que Pleroma spp. apresentam sementes diminutas e frequentemente sem embrião, implicando em baixos percentuais de germinação e dificuldades de manuseio quando da semeadura convencional. Por isso, frequentemente são propagadas vegetativamente, via alporquia ou estaquia caulinar. Contudo, estas formas de propagação também apresentam alguns entraves, como a sazonalidade de produção, demanda de grandes quantidades de material vegetativo e sanidade das mudas. Diante disso, o objetivo deste trabalho foi avaliar a aplicabilidade da técnica de propagação de plantas in vitro como alternativa de produção de mudas de Pleroma granulosum, Pleroma heteromallum e Pleroma mutabile. Adicionalmente, buscou-se investigar as contribuições de uma Oficina Pedagógica sobre Métodos de Propagação de Plantas no processo de ensino e aprendizado dos conteúdos de botânica, durante aulas de Ciências do 7° ano do Ensino Fundamental. Os resultados obtidos indicam que a germinação in vitro pode maximizar a germinação de sementes das espécies estudadas em comparação com o método de germinação de sementes tradicional. Constatou-se que a propagação in vitro de P. heteromallum é uma técnica alternativa e viável para produção de mudas e que, adicionalmente, poderá ser utilizada para subsidiar futuras aplicações biotecnológicas dessa espécie. Porém, durante o desenvolvimento in vitro de plântulas de P. granulosum e P. mutabile contatou-se a ocorrência de anomalias fisiológicas, portanto novos estudos devem ser realizados a fim de viabilizar a propagação in vitro como técnica alternativa de produção de mudas dessas espécies. Verificou-se que a utilização de oficinas pedagógicas pode contribuir positivamente para o ensino e aprendizado mais significativo e dinâmico dos conteúdos de reprodução de plantas. E que a propagação in vitro é pouco difundida na educação básica, possívelmente pela deficiência na formação docente, materiais e estruturas das escolas. Evidenciando a importância de parcerias entre universidades e escola, através da extensão universitária, para popularização dessa técnica de propagação de plantas na educação básica.