Banca de QUALIFICAÇÃO: VANICE CONCEIÇÃO DO NASCIMENTO

Uma banca de QUALIFICAÇÃO de DOUTORADO foi cadastrada pelo programa.
DISCENTE : VANICE CONCEIÇÃO DO NASCIMENTO
DATA : 30/04/2025
HORA: 09:00
LOCAL: Sala 02 do PPGF
TÍTULO:

Tolerância de bactérias promotoras do crescimento vegetal a herbicidas e influência na promoção do crescimento de milho


PALAVRAS-CHAVES:

Bactérias promotoras do crescimento vegetal; Interação microrganismo-herbicida; Zea mays.


PÁGINAS: 35
RESUMO:

O uso de microrganismos benéficos e herbicidas são estratégias essenciais para aumentar a produtividade e sustentabilidade na cultura do milho. Diante da importância das bactérias promotoras do crescimento vegetal e do uso de herbicidas no manejo de plantas daninhas, pesquisas têm sido conduzidas para entender bases na interação entre microrganismos e herbicidas. Nesse sentido, objetivou-se avaliar a tolerância de estirpes de bactérias promotoras do crescimento vegetal aos herbicidas comumente utilizados na cultura do milho, bem como a influência das bactérias na promoção do crescimento da cultura.  O estudo foi conduzido em três etapas. Na Etapa I, foram selecionadas bactérias com potencial de uso como promotoras de crescimento: Azospirillum baldaniorum Sp 245, Herbaspirillum seropedicae ZAE 94, Nitrospirillum amazonense CBAmC, Bacillus thuringiensis S76, Inoculante Comercial (A. brasilense Abv5 + Abv6), Paraburkholderia silvatlantica NRB142 e Mix CNPAB (A. argentinense NRB085 + NRB214). As bactérias foram expostas aos herbicidas atrazina (500; 750; 1.000; 2.000 g/L i.a), s-metolacloro (960; 1.440; 1.920; 3.840 g/L i.a), mesotriona (480; 720; 960; 1.920 g/L i.a), tembotrione (420; 630; 840; 1.680 g/L i.a), nicosulfuron (40; 60; 80; 1.600 g/L i.a), glifosato (720; 1.080; 1.440; 2.880 g ha-1 e.a), atrazina + mesotriona (550; 825; 1.110; 2.200 g/L i.a) e calaris (400; 600; 800; 1.600 g/L i.a), em delineamento inteiramente casualizado com sete repetições. Na Etapa II, analisou-se o desenvolvimento do milho inoculado com H. seropedicae ZAE 94, P. silvatlantica NRB142 e I. C. (A. brasilense Abv5 + Abv6) sob a aplicação de atrazina (pré-emergente) na dose 500 g/L i.a e glifosato na dose 720 g/L i.a, com cinco repetições. Os dados experimentais foram submetidos à ANOVA (p ≤ 0,05), e, quando houve diferenças significativas, as médias foram comparadas pelo teste de Scott-Knott a 5% de probabilidade. Como resultados, na Etapa I o B. thuringiensis S76 apresentou halo de inibição a dose 2.000 g/L i.a de atrazina (pré) e nicosulfuron na dose 1.600 g/L i.a, enquanto I. C. (A. brasilense Abv5 + Abv6) apresentou halo nas doses 40; 60; 80; 1.600 g/L i.a de nicosulfuron e nas doses máxima e dobro de atrazina (pré) e s-metolacloro. Na Etapa II, a maior atividade da superóxido dismutase (SOD) ocorreu nos tratamentos I. C. (A. brasilense Abv5 + Abv6) + glifosato e sem herbicidas, além da H. seropedicae ZAE 94 + atrazina (pré), enquanto as menores atividades foram observadas em P. silvatlantica NRB142 94 + atrazina (pré) e glifosato e, I. C. (A. brasilense Abv5 + Abv6) + atrazina (pré) e na condição sem inoculação + atrazina (pré). A catalase (CAT) teve maior atividade em P. silvatlantica NRB142 94 + glifosato, sem atividade para I. C. (A. brasilense Abv5 + Abv6) + atrazina e glifosato. O ascorbato peroxidase (APX) foi mais ativo em H. seropedicae ZAE 94 + sem herbicida e I. C. (A. brasilense Abv5 + Abv6) + glifosato e atrazina. Para a variável N foliar, os tratamentos I. C. (A. brasilense estirpes Abv5 + Abv6) + atrazina (pre), H. seropedicae ZAE 94 + atrazina (pré) e P. silvatlantica NRB142 + glifosato proporcionaram maior conteúdo de N g/planta. Na analise da fluorescência ao 1DAA (dia após aplicação), todos os tratamentos com composição de bactérias + calaris, apresentaram redução significativa em relação à testemunha para o parâmetro PIABS (índice de desempenho fotossintético). Esse comprometimento do desempenho fotossintético se estendeu até os 7DAA para todos os tratamentos, com recuperação observada aos 14DAA. Contudo, aos 21 e 28DAA, houve nova queda nos índices. Para o parâmetro PITOTAL (índice de desempenho em base de absorção) ao 1DAA, os tratamentos P. silvatlantica NRB142 94 + atrazina + glifosato, nicosulfuron, I. C. (A. brasilense Abv5 + Abv6) + atrazina + glifosato, nicosulfuron, e sem inoculação + atrazina não apresentaram sinais de danos sistêmicos à cadeia de transporte de elétrons, mantendo relativa estabilidade até os 21DAA. Porém, aos 28DAA, todos os tratamentos demonstraram comprometimento sistêmico. Na análise agronômica, o índice de área foliar foi superior nos tratamentos sem inoculação + calaris e sem inoculação + nicosulfuron, H. seropedicae ZAE 94 + glifosato e I. C. (A. brasilense Abv5 + Abv6) + nicosulfuron. O volume radicular foi mais elevado em plantas que receberam em I. C. (A. brasilense Abv5 + Abv6) + atrazina, enquanto a massa seca da parte aérea, para plantas dos tratamentos sem inoculação + nicosulfuron e calaris, I. C. (A. brasilense estirpes Abv5 + Abv6) + sem herbicida e atrazina e para massa seca da raiz os tratamentos P. silvatlantica NRB142 + calaris e glifosato e sem inoculação + atrazina obtiveram maior peso em gramas. Os resultados indicam que B. thuringiensis S76 e A. brasilense Abv5 + Abv6 apresentam sensibilidade variável aos herbicidas, enquanto a inoculação bacteriana pode mitigar os efeitos negativos dos herbicidas no milho, favorecendo o crescimento.


MEMBROS DA BANCA:
Presidente - 1905333 - AROLDO FERREIRA LOPES MACHADO
Externo ao Programa - 2626406 - LEANDRO AZEVEDO SANTOS - UFRRJExterna à Instituição - GABRIELA DE SOUZA DA SILVA - UFRRJ
Externa à Instituição - MARCIA SOARES VIDAL - EMBRAPA
Notícia cadastrada em: 14/04/2025 09:27
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