Banca de DEFESA: ANA CAROLINA OLIVEIRA CHAPETA

Uma banca de DEFESA de DOUTORADO foi cadastrada pelo programa.
DISCENTE : ANA CAROLINA OLIVEIRA CHAPETA
DATA : 19/05/2025
HORA: 08:30
LOCAL: On-line
TÍTULO:

Monitoramento da resistência de espécies do gênero Amaranthus em áreas de produção de soja


PALAVRAS-CHAVES:

resistência de herbicidas; curva dose-resposta; caruru; Amaranthus hybridus; Amaranthus retroflexus; Amaranthus spinosus; Amaranthus viridis; Amaranthus lividus


PÁGINAS: 115
RESUMO:

A expansão de áreas agrícolas com culturas resistentes ao glifosato (culturas RR), têm contribuído para seleção de biótipos resistentes de plantas daninhas. Espécies do gênero Amaranthus tem apresentado esta problemática, devido à sua grande capacidade de sobreviver, multiplicar e as semelhanças entre espécies deste gênero. Os objetivos desse trabalho foram monitorar a dispersão de biótipos de espécies do gênero Amaranthus resistentes ao glifosato, propor alternativas de manejo, identificar e caracterizar as diferentes espécies resistentes encontradas nas áreas produtoras de soja. No capítulo 1 foi realizado o monitoramento de populações do gênero Amaranthus, com suspeita de resistência ao herbicida glifosato, através do screening de 35 biótipos coletados entre os estados do Rio Grande do Sul e São Paulo em áreas com falhas de controle. Em seguida foi realizada a identificação das espécies encontradas e produção das exsicatas. As espécies encontradas foram: Amaranthus hybridus (17 com susp. de resistência e 4 suscetíveis), Amaranthus retroflexus (6 com susp. de resistência e 2 suscetíveis) , Amaranthus spinosus (1 com susp. de resistência), Amaranthus viridis (3 com susp. de resistência e 1 suscetível), Amaranthus lividus (1 com susp. de resistência). No capítulo 2 foi avaliada a resistência dos biótipos de Amaranthus monitorados no ensaio 1, por meio de curvas dose-resposta, para o herbicida glifosato. Dos 17 biótipos de Amaranthus hybridus, 6 biótipos de Amaranthus retroflexus e 3 biótipos de Amaranthus viridis, podese concluir a partir dos ensaios de curva dose-reposta que são resistentes ao herbicida glifosato. E os biótipos suscetíveis apresentando 100% de controle na dose de 1200 g ea ha-1 . No capítulo 3 foram testadas alternativas de manejo para o controle de Amaranthus hybridus através do uso de herbicidas pré e pós emergentes recomendados para cultura da soja. Para o controle de caruru em pós emergência recomenda-se o herbicida flumioxazin. Os herbicidas flumioxazin e diclosulam são uma alternativa eficaz para o manejo em pré-emergência de Amaranthus hybridus, sem resistência a estas moléculas. O capítulo 4 teve como objetivo comparar a anatomia de biótipos resistentes e suscetíveis ao herbicida glifosato de Amaranthus retroflexus e Amaranthus hybridus. A. retroflexus e A. hybridus apresentaram limbo foliar com características típicas de plantas com metabolismo C4. Entre os biótipos resistentes e suscetíveis de A. retroflexus, o biótipo resistente apresentou menor densidade de estômatos e tricomas; o oposto ocorreu em A. hybridus. A. retroflexus possui menores espaços intercelulares no tecido clorofilado. Os teores de pigmentos não apresentaram diferenças estatisticamente relevantes. A identificação de biótipos resistentes por meio de monitoramento constante das lavouras, provavelmente prevenirá a disseminação da resistência na área, evitando o incremento do banco de sementes do solo e, consequentemente, reduzindo os custos e o impacto do manejo desses biótipos.


MEMBROS DA BANCA:
Interno - 1905333 - AROLDO FERREIRA LOPES MACHADO
Presidente - 2466219 - CAMILA FERREIRA DE PINHO
Externa à Instituição - GABRIELA DE SOUZA DA SILVA - UFRRJ
Externo à Instituição - JUNIOR BORELLA - FURG
Externo à Instituição - Paulo Vinicius da Silva - USP
Notícia cadastrada em: 06/05/2025 12:29
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