Banca de DEFESA: ALESSANDRA DE LIMA MACHADO

Uma banca de DEFESA de DOUTORADO foi cadastrada pelo programa.
DISCENTE : ALESSANDRA DE LIMA MACHADO
DATA : 27/02/2019
HORA: 09:00
LOCAL: DEPARTAMENTO DE FITOTECNIA
TÍTULO:

Efeitos do alumínio e de inibidores de crescimento no manejo da poda e no desenvolvimento de espécies arbóreas utilizadas na arborização urbana. 


PALAVRAS-CHAVES:

Toxidez de Alumínio, herbicida, brotações, árvores urbanas.


PÁGINAS: 110
RESUMO:

Os benefícios ao ambiente urbano, recuperação ambiental e sequestro de carbono estão entre os benefícios gerados pelo plantio de espécies arbóreas. O Al3+ é um dos fatores mais limitantes ao crescimento vegetal em solos ácidos. Sua ação fisiológica inibe o crescimento radicular, causando alterações na morfologia das raízes de espécies sensíveis e os herbicidas, como o 2,4-D + picloram, provocam diferentes efeitos fitotóxicos. Árvores em áreas urbanas necessitam de podas para diminuir o potencial de interferência em redes de distribuição elétrica e equipamentos que podem ocasionar prejuízos ou riscos. Tendo em vista essas questões, foram estudas quatro espécies arbóreas de usos múltiplos: Schinus terebinthifolius (aroeira), Bauhinia sp. (pata-de-vaca), Inga sp. (ingá) e Mimosa caesalpiniifolia (sabiá). Este estudo foi dividido em três capítulos. Para o primeiro foi realizado experimento com solução nutritiva completa e doses crescentes de Al, com seis genótipos de aroeira, com o objetivo de: identificar variáveis morfológicas que indiquem suscetibilidade ou tolerância da espécie ao Al3+; e estimar parâmetros genéticos associados ao caráter de suscetibilidade ou tolerância. No segundo capítulo foram realizados estudos em campo e casa de vegetação com objetivo de avaliar formulações químicas das caldas compostas pela mistura de AlCl3 com 2,4-D + picloram, a ação isolada do AlCl3 e das caldas formuladas, na inibição do crescimento de plantas. Em casa de vegetação utilizou-se Ageratum conyzoides (mentrasto) e aroeira. No capítulo três foram realizados experimentos em campo objetivando avaliar o desenvolvimento e crescimento de brotações surgidas após a poda em árvores de pata-de-vaca, ingá e sabiá, em função de diferentes tipos de corte e aplicação de AlCl3, 2,4-D + picloram e da mistura de AlCl3 com 2,4-D + picloram aplicados na região do corte. Foi realizado bioensaio com a espécie Cucumis sativus (pepino) para verificar efeito residual dessas moléculas no solo. Em campo foram utilizadas espécies herbáceas crescidas espontaneamente. A adição de AlCle de AlCl3 + 2,4-D + picloram diminuiu o pH e aumentou a condutividade elétrica das caldas formuladas. Os resultados indicaram que Al3+ provocou alteração morfológica nas raízes dos seis genótipos de aroeira, que foram sensíveis à sua toxicidade, com variabilidade genética entre eles. Verificou-se que as variáveis, crescimento radicular, taxa de crescimento radicular e elongação radicular relativa foram mais apropriadas à avaliação dos efeitos tóxicos do Al em plântulas de aroeira. AlCl3 aplicado de forma isolada inibiu o desenvolvimento de plantas de mentrasto, sem provocar a morte das plantas. As misturas de AlCl3 com 2,4-D + picloram apresentaram potencial para tornarem-se novas alternativas no controle químico de plantas. Corte rente sem aplicação de produtos químicos foi eficiente para diminuir o surgimento de brotações em pata-de-vaca, mas não em sabiá. A mistura de 60 mM de AlCl3 com 2,4-D + picloram a 1% foi eficiente para inibir o crescimento e desenvolvimento de brotações em ingá, sem ocorrência de efeitos residuais no solo. A solução de 2,4-D + picloram a 1% foi suficiente para inibir o crescimento e desenvolvimento de brotações em sabiá.


MEMBROS DA BANCA:
Presidente - 387256 - JORGE JACOB NETO
Externo ao Programa - 2870981 - ALEXANDRE PORTO SALMI
Externo à Instituição - ALEXANDER SILVA DE RESENDE
Externo à Instituição - SILVIA REGINA GOI
Externo à Instituição - VERA LUCIA DIVAN BALDANI
Notícia cadastrada em: 19/02/2019 09:28
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