Banca de DEFESA: LARISSA BRASIL DE SOUZA CAVALHEIRO

Uma banca de DEFESA de MESTRADO foi cadastrada pelo programa.
DISCENTE : LARISSA BRASIL DE SOUZA CAVALHEIRO
DATA : 25/11/2019
HORA: 08:00
LOCAL: Sala 01 - PPGF
TÍTULO:

LIXIVIAÇÃO DO IMAZAPYR EM SOLO PROVENIENTE DA ÁREA SOB INFLUÊNCIA DE FERROVIA


PALAVRAS-CHAVES:

Imazapyr, lixiviação, bioensaio


PÁGINAS: 79
RESUMO:

O controle de plantas daninhas é um desafio para manutenção das ferrovias. O principal método de controle adotado pelas companhias é o químico. Dentre os herbicidas com registro para uso em ferrovias destaque é dado ao imazapyr. Nesse sentido, objetivou-se avaliar a eficiência de controle e lixiviação do imazapyr em solo sob influência de ferrovia inserida no bioma Mata Atlântica. O primeiro ensaio foi realizado à campo com os tratamentos T1 (testemunha sem herbicida), T2 (875 g ha-1 de e.a), T3 (1312,5 g ha-1 e.a), T4 (1750 g. ha-1 e.a), T5 (3500 g ha-1 de e.a) no delineamento de blocos ao acaso com quatro repetições. As avaliações de porcentagem de controle (%) foram realizadas com 20, 40 e 60 DAA (dias após aplicação) atribuindo 0 % para ausência e 100 % para controle total. Após 60 DAA foi avaliado a reinfestação. No segundo avaliou-se a mobilidade do imazapyr em solos provenientes de área de APP transpassada por ferrovia em função de doses do herbicida, profundidades da camada de solo, lâmina de precipitação em relação ao tempo após aplicação do herbicida (1, 7 e 14 DAA). Os tratamentos foram dispostos em esquema fatorial (3 x 4 x 3), no delineamento de blocos ao acaso com quatro repetições. O fator A constituído pela testemunha e duas doses do herbicida (1250 g. ha-1 e.a e 2500 g. ha-1 e.a), o fator B constituído pelas profundidades na coluna e o fator C por três lâminas de precipitação: 0, 20 e 50 mm. O ensaio foi montado em colunas de PVC com 10 cm de diâmetro e 40 cm de altura. Foi realizada aplicação do herbicida com pulverizador costal pressurizado a CO². Para abertura das colunas foi realizada a retirada do solo nas profundidades de 0-10, 10-20, 20-30 e 30-40, sendo transferidos para potes de 250 mL. Para detecção da presença do herbicida foi utilizado a espécie bioindicadora (Citrullus lanatus) para avaliação visual, atribuindo notas de 0 % a 100 % para ausência ou morte da planta. Nessas mesmas datas avaliou-se ainda a fluorescência clorofila a nas plantas da bioindicadora aos 20, 30 e 35 DAS.  Aos 35 dias após a semeadura foram avaliados os parâmetros de crescimento vegetal: Massa seca da parte aérea (MSPA), massa seca de raiz (MRS), comprimento de raiz (CR), comprimento da parte aérea (CPA). Os dados foram submetidos a análise de variância pelo teste F (p<0,05) e quando significativas as interações foram realizados os desdobramentos e as médias comparadas pelo teste Tukey (p<0,05). No experimento I, verificou-se em todas as épocas de avaliações aumento no controle das plantas daninhas em função do aumento da dose de imazapyr. O controle máximo observado foi de 30 % em avaliação realizada aos 20 DAA. No experimento II os dados apresentaram interação significativa (p ≤ 0,05) entre doses do herbicida imazapyr, volume de precipitação e profundidade para todas as épocas avaliadas (1, 7 e 14 DAA) em todas as variáveis analisadas. No entanto, independente da época avaliada, da lâmina de precipitação e do tempo de precipitação após aplicação o imazapyr promoveu comprometimento no aparato fotossintético da bioindicadora, as quais apresentaram fitotoxicidade e redução da massa seca de raiz e parte aérea das plantas nas diferentes profundidades de solo. Conclui-se que imazapyr proporcionou controle insuficiente das plantas daninhas ao longo da ferrovia no trecho de estudo e apresentou mobilidade no solo nas condições avaliadas.


MEMBROS DA BANCA:
Presidente - 1905333 - AROLDO FERREIRA LOPES MACHADO
Externo ao Programa - 2466219 - CAMILA FERREIRA DE PINHO
Externo à Instituição - FRANCISCO CLAUDIO LOPES DE FREITAS - UFV
Notícia cadastrada em: 04/11/2019 11:15
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