Fitorregulador no aumento de produtividade de maracujazeiro amarelo
Regulador de Crescimento, Passiflora, Arquitetura de planta, Morfologia de ramo
No Brasil, o cultivo do maracujazeiro é relatado desde as tribos indígenas até os dias atuais. Com uma rica diversidade de espécies e variedades o gênero botânico Passiflora, da família Passifloraceae está presente, espontaneamente, por toda a América Tropical com indicadores apontando a existência de mais de 400 espécies e posicionando o Brasil como um dos principais centros de origem de gênero, com cerca de 150 espécies das quais 70 apresentam frutos com valor industrial e para o consumo in natura. O maracujá é uma planta herbácea do tipo trepador, sendo o caule formado por vários entrenós e dos nós surgem as gavinhas e as folhas, Na axila das folhas formam-se duas gemas: uma reprodutiva (originado uma flor e posteriormente os frutos) e outra reprodutiva (originado novos ramos produtivos). No Brasil o gênero encontra excelentes condições para a produção, estima-se que 80% da produção mundial provêm do Brasil, sendo exportado para outros países em forma de fruto ou o suco concentrado congelado. A utilização de reguladores vegetais é uma das estratégias agronômicas para a manipulação da arquitetura das plantas, que pode contribuir para o aumento da produtividade. Objetivo deste trabalho é avaliar o efeito de diferentes reguladores de crescimento na cultura do maracujazeiro (Passiflora edulis), visando à redução do comprimento médio e mudando a arquitetura da planta de modo a conferir maior número de nós por metro linear de ramo e consequentemente um aumento no número de estruturas reprodutivas e novas brotações vegetativas formadas, viabilizando assim aumento na produtividade da cultura, sem alterar o espaçamento de plantio. O delineamento experimental usado será o inteiramente casualizado (DIC) com a cultivar de maracujá amarelo (FB 300 - ARAGUARI), com 6 tratamentos e 4 repetições: T1: testemunha; T2: Cloreto de MEPIQUATE 0,1% v/v; T3: Cloreto de MEPIQUATE 0,15% v/v; T4: Cloreto de MEPIQUATE 0,2% v/v; T5: Trinexapac-etil 0,5% v/v; T6: Prohexadiona de calcio + ETEFON 0,5% v/v. O experimento foi conduzido no setor de horticultura da Universidade Federal Rural do Rio de Janeiro (UFRRJ), no sistema de condução em espaldeira vertical com um fio de arame.