Banca de DEFESA: DANIEL GARCIA DE SOUZA

Uma banca de DEFESA de MESTRADO foi cadastrada pelo programa.
DISCENTE : DANIEL GARCIA DE SOUZA
DATA : 28/10/2020
HORA: 09:00
LOCAL: videoconferência
TÍTULO:

 Distintas Faixas de Luminosidade na Germinação e Crescimento Inicial de Anonáceas e Processo de Minienxertia na Propagação Vegetativa


PALAVRAS-CHAVES:

propagação; cultivo protegido; radiação.


PÁGINAS: 64
RESUMO:

A família das Annonaceae é um grupo de plantas com ampla distribuição geográfica e que apresentam grande potencial no mercado brasileiro de frutas. Dentre as diversas espécies, pode-se citar: Pinha ou Fruta-do-Conde (Annona squamosa L.), Atemoia (Annona squamosa L. x Annona cherimola Mill.), Graviola (Annona muricata L.) e Condessa (Annona reticulata) pela importância econômica, potencial produtivo e farmacêutico das diferentes espécies. Porém, inúmeros gargalos são encontrados na propagação destas espécies, seja ela através da via sexuada ou vegetativamente. Na germinação destas espécies, são escassas as informações relacionadas aos fatores ambientais requeridos pelas sementes para que o processo germinativo se desenvolva bem, além disso, a baixa taxa de germinação e alta heterogeneidade do stand inicial destas espécies são obstáculos que precisam ser superados. Quanto a propagação vegetativa, se faz necessário o desenvolvimento de técnicas que permitam a formação de mudas juvenis que apresentem características agronômicas favoráveis à produtividade e tolerância a estresses abióticos. Desta forma, buscou-se avaliar a germinação e o desenvolvimento de pinha, atemoia, condessa e graviola em ambientes com diferentes taxas de luminosidade em duas épocas do ano, assim como o desenvolvimento de um método de minienxertia. O trabalho foi constituído de dois experimentos, onde a partir do primeiro foram tomadas as sementes destas frutíferas e germinadas na primavera e no inverno em sete ambientes com diferentes níveis de radiação solar sendo eles e seus respectivos níveis de sombreamento: a pleno sol (T1), luz solar natural; telado preto, 46% (T2); telado branco, 5% (T3); telado preto, 40% (T4); telado vermelho, 5% (T5); telado preto, 57%  (T6); e, telado prateado, 48% (T7). No segundo experimento as mudas provenientes da semeadura no inverno foram utilizadas com o intuito de avaliar a eficácia da minienxertia para formação de pinhas enxertadas sob atemoia através dos métodos de fenda apical, encostia e subenxertia. Na germinação das sementes de anonáceas foi possível concluir que as sementes de atemoia (A. cherimola Mill. x A. squamosa L.) e da pinha (A. squamosa L.) foram influenciadas pelos tratamentos com diferentes níveis de sombreamento e pela época do ano de semeadura, podendo ser realizada nos dois períodos avaliados. Já para as sementes de condessa (A. reticulata) e graviola (A. muricata L.) é indicado que a semeadura seja realizada na primavera. No segundo experimento conclui-se que é possível realizar a minienxertia em anonáceas através do método de encostia resultando em contato íntimo entre os enxertos e a formação de novos tecidos vasculares, com posterior regeneração da planta.


MEMBROS DA BANCA:
Presidente - 1863063 - LUIZ AURELIO PERES MARTELLETO
Interno - 988442 - MARCO ANTONIO DA SILVA VASCONCELLOS
Externo ao Programa - 1017571 - RAFAEL RIBEIRO PIMENTEL
Externo à Instituição - LEONARDO CIUFFO FAVER - FGV
Notícia cadastrada em: 10/11/2020 10:12
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