Banca de QUALIFICAÇÃO: ANA LÍGIA PANAIN DE SOUZA REZENDE

Uma banca de QUALIFICAÇÃO de DOUTORADO foi cadastrada pelo programa.
DISCENTE : ANA LÍGIA PANAIN DE SOUZA REZENDE
DATA : 06/05/2021
HORA: 10:00
LOCAL: https://conferenciaweb.rnp.br/webconf/jose-guilherme-marinho-guerra
TÍTULO:

Estudo da Eficiência Agronômica de Fertilizante Desenvolvido com Biomassa de Leguminosa Fixadora de Nno Cultivo de Hortaliça em Sistema Orgânico de Produção


PALAVRAS-CHAVES:

N-verde, gliricídia, peletização, inoculação com microrganismos, eficiência agronômica


PÁGINAS: 36
RESUMO:

A utilização de fertilizantes influencia diretamente na produtividade das culturas agrícolas, porém, as fontes de nutrientes utilizadas para a produção de fertilizantes são em grande medida não renovável. Em relação as fontes renováveis, em especial aquelas preconizadas na agricultura orgânica, a oferta de fertilizantes é limitada e não atenderia uma potencial expansão de sistemas orgânicos de produção. Em adendo, há carência de bases tecnológicas, alicerçadas em princípios científicos, para o desenvolvimento de fertilizantes adequados ao manejo orgânico e cujas eficiências agronômicas sejam demonstradas. Desse modo, o presente trabalho propõe avaliar a eficiência agronômica de um fertilizante formulado a partir da peletização da biomassa de parte aérea da leguminosa arbórea Gliricidia sepium, denominado de N-verde. Por conseguinte, os objetivos deste trabalho são: avaliar a contribuição de microrganismos decompositores veiculados no N-verde na taxa de mineralização de N deste fertilizante e respectiva determinação da eficiência agronômica e a capacidade de recuperação do N derivado do N-verde em cultivos orgânicos de hortaliças. Ensaios experimentais em condições de laboratório e de casa de vegetação serão instalados nas dependências do Centro Nacional de Pesquisa de Agrobiologia da Embrapa envolvendo, respectivamente, um estudo de incubação de protótipos do N-verde inoculados com microrganismos e mantidos em ambiente fermentativo e um bioensaio com planta indicadora fertilizada com protótipos do N-verde definidos a partir do ensaio laboratorial supracitado. Os tratamentos testados no ensaio de laboratório serão formados entre três fatores distribuídos em delineamento inteiramente casualizado (DIC), dispostos em arranjo fatorial (2x2x6), com três repetições: esterilização da gliricídia e farelo de trigo (ausência e presença); adição de farelo de trigo (ausência e presença); e inoculação com microrganismos (ausência, leveduras XMD, LA22, LF22 isoladamente e em mistura, e Embiotic®- produto comercial contendo Lactobacillus plantarum e Saccharomyces cerevisiae). Serão avaliados pH, condutividade elétrica, macronutrientes, relação C:N e a quantificação da evolução de CO2 e de NHvolatilizados. No bioensaio em casa de vegetação também será adotado DIC e os tratamentos serão dispostos em arranjo fatorial (5x3+4) com quatro repetições: inoculação de microrganismos na biomassa de gliricídia (leveduras XMD, LA22, LF22 isoladamente e em mistura, e Embiotic®); época de inoculação (antecedendo à fermentação, por ocasião da peletização e após a peletização), acrescidos dos tratamentos representando a ausência de fertilização (controle), ausência de inoculação e aplicação das fontes sintética de N (ureia) e orgânica (torta de mamona). A planta indicadora utilizada será o milheto (Pennisetum glaucum), crescido em vasos com coletor de lixiviado, preenchidos com areia lavada. A dose empregada será 0,15 g vaso-1 equivalente ao N total contido na fonte. As avaliações nesta etapa do estudo consistirão em quantificação da produção de matéria seca e do teor de N de raízes e da parte aérea das plantas, estimando-se a quantidade total de N recuperado a partir dos tratamentos. Após as etapas descritas anteriormente, tratamentos selecionados comporão o experimento conduzido sob condições de campo. Para tanto, o trabalho constará de duas fases que consistirão em: produção em vasos de biomassa de parte aérea de gliricídia marcada com 15N para obtenção de matéria prima utilizada na confecção do N-verde e a experimentação propriamente dita de fertilização de hortaliça. Em que será adotado delineamento de blocos casualizados, com quatro repetições e os tratamentos previstos são: N-verde inoculado com levedura selecionada; N-verde inoculado com Embiotic; N-verde não inoculado; torta de mamona e ausência de fertilização nitrogenada. A dose de 100 Kg ha-1 de N total será aplicada no plantio das mudas de alface. As avaliações consistirão na produtividade e no teor de N total e de 15N nas plantas por ocasião da colheita e da biomassa remanescente ao final do período de colheita, a partir dos dados coletados proceder-se-á ao cálculo da eficiência de recuperação do N derivado do N-verde. Será avaliado também o efeito residual do N-verde marcado no cultivo do rabanete.


MEMBROS DA BANCA:
Presidente - 785.371.857-87 - JOSÉ GUILHERME MARINHO GUERRA - EMBRAPA
Interno - 387256 - JORGE JACOB NETO
Externo à Instituição - EDNALDO DA SILVA ARAÚJO - UFRRJ
Externo à Instituição - JERRI ÉDSON ZILLI - EMBRAPA
Notícia cadastrada em: 05/04/2021 16:27
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