Estabelecimento de protocolo de propagação in vitro para Pleroma granulosum, Pleroma heteromallum e
Pleroma mutabile (Melastomataceae)
Quaresmeira. Orelha-de-onça. Manacá-da-Serra. Micropropagação. Tibouchina.
Melastomataceae é a sexta maior família entre as angiospermas no Brasil, apresentando cerca de 70 gêneros e 1.400 espécies, destas aproximadamente 915 são endêmicas. Além da grande importância ecológica, algumas espécies são ornamentais, sobretudo as do gênero Pleroma (sinonímia Tibouchina), as quais são amplamente utilizadas na arborização urbana e composição de parques e jardins. No geral as espécies desse gênero apresentam grande produção de sementes/planta, entretanto grande número dessas são abortadas, com ausência de
embrião. Além disso, as sementes são diminutas, menores que 0,5 mm, os cotilédones são foliáceos, praticamente sem reservas para garantir o início do desenvolvimento das plântulas, fato este que, considerando as sementes viáveis, pode contribuir com a baixa taxa de germinação de sementes dessas espécies. Estudos demonstram que a propagação in vitro tem proporcionado inúmeras vantagens em relação aos métodos convencionais de propagação,
dentre elas, uma maior eficiência na germinação de sementes, produção de um elevado número de plantas que podem ser obtidas a partir de um único indivíduo, em espaço físico e tempo reduzido, além de assegurar um material de qualidade fitossanitária e com alta uniformidade. Face ao exposto, objetiva-se estabelecer o protocolo de propagação sexuada (via sementes) e vegetativa (via explante foliar) in vitro das espécies P. granulosum, P. heteromallum e P. mutabile.