Banca de DEFESA: ANTHONY CORTES GOMES

Uma banca de DEFESA de MESTRADO foi cadastrada pelo programa.
DISCENTE : ANTHONY CORTES GOMES
DATA : 30/08/2022
HORA: 08:00
LOCAL: Sala 01 do PPGF
TÍTULO:

Herbicidas pré-emergentes na restauração florestal do bioma Mata Atlântica: Avaliação de tolerância de espécies nativas e controle de plantas daninhas


PALAVRAS-CHAVES:

Fitotoxicidade, plantas daninhas, reflorestamento.


PÁGINAS: 107
RESUMO:

Uma das maiores dificuldades para o estabelecimento e sucesso dos empreendimentos de restauração florestal está relacionado a competição exercidas por plantas daninhas, principalmente as do gênero Urochloa, da família Poaceae. A utilização de herbicidas surge como uma grande alternativa para assegurar o processo de restauração florestal através de plantio de mudas de espécies arbóreas nativas. Diante disso, objetiva-se nesse trabalho avaliar a tolerância das espécies florestais nativas do Bioma mata atlântica a herbicidas pré-emergentes e o controle de plantas daninhas por estes herbicidas em áreas de reflorestamento. Os experimentos foram divididos em duas etapas. A primeira foi realizada em área experimental do grupo de pesquisa em Plantas Daninhas e Pesticidas no Ambiente (PDPA), na Universidade Federal Rural do Rio de Janeiro, e na segunda etapa, o experimento foi montado em área de reflorestamento no município de Joanópolis, São Paulo. No experimento em casa de vegetação avaliou-se a tolerânica de Anadenanthera macrocarpa, Senna multijuga, Enterolobium contortisiliquum, Peltophorum dubim, Schizolobium parahyba, Lafoensia pacari, Cecropia hololeuca, Hymenaea courbaril e Tibouchina granulosa aos herbicidas indaziflam (75 g ha-1), flumioxazyn (125 g ha-1), oxyfluorfen (960 g ha-1), sulfentrazone (500 g ha-1) e isoxaflutole (150 g ha-1), mais uma testemunha sem herbicidas. Os tratamentos foram dispostos em delineamento inteiramente casualizado, com cinco repetições. Os herbicidas foram aplicados 30 dias após o transplantio das mudas em aplicação “over the Top”. Avaliou-se os índices de fitotoxicidade aos 7, 14, 21, 28 e 90 dias após aplicação dos herbicidas (DAA), assim como os valores de massa seca de parte aérea e raízes, incremento em diâmetro e altura, e área foliar para as dez espécies propostas. Em adicional aos 7, 14, 35 e 90 DAA foram realizadas análises da fluorescência transiente da clorofila a, para as espécies Lafoensia pacari, Cecropia hololeuca, Hymenaea courbaril e Tibouchina granulosa. Na segunda etapa, avaliou-se em condições de campo a eficácia de controle de plantas daninhas pelos herbicdas indaziflam (75 g ha-1), oxyfluorfen (960 g ha-1) e isoxaflutole (150 g ha-1) e duas testemunhas com e sem capina. Aos 30, 60, 90 e 120 dias após aplicação dos herbicidas em campo, foi avaliado o controle de plantas daninhas e aos 120 DAA a análise de fitossociologia foi realizada. As variáveis determinadas foram analisadas quanto à normalidade pelo teste de Shapiro-Wilk e posteriormente, atendendo as pressuposições, foram submetidas à análise de variância pelo teste F e as médias comparadas pelo Teste de Tukey a 5% de probabilidade. Diante dos resultados, conclui-se que as espécies Citharexylum myrianthum e Bixa orellana apresentaram sensibilidade aos herbicidas sulfentrazone e flumioxazin, respectivamente. A espécie Tibouchina granulosa se apresentou como a mais sensível das espécies avaliadas, apresentando intolerância aos herbicidas indaziflam e sulfentrazone. Para a segunda etapa conclui-se que todos os herbicidas testados apresentaram bom controle de plantas daninhas até aos 60 DAA, todavia, o herbicida oxyfluforfen apresentou melhores resultados de controle até aos 120 DAA, tendo o mesmo, maior eficiência de controle de Urochloa brizantha de acordo com a análise de fitossociologia.


MEMBROS DA BANCA:
Presidente - 1905333 - AROLDO FERREIRA LOPES MACHADO
Interna - 2466219 - CAMILA FERREIRA DE PINHO
Externo à Instituição - ALEXANDER SILVA DE RESENDE - EMBRAPA
Notícia cadastrada em: 26/08/2022 14:01
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