Bactérias diazotróficas excretoras de amônio e superprodutoras de indoles com potencial para maximizar produção de grãos de arroz de terras altas
Arroz de terras altas; Interações planta-bactéria; Agricultura sustentável
As bactérias diazotróficas são conhecidas por sua capacidade de fixar nitrogênio atmosférico e, dentre outras capacidades funcionais, muitas são capazes de produzir auxina em quantidade significativa para promoção de crescimento de plantas. No entanto, a excreção de amônio e a superprodução de auxina não são características comumente identificadas nessas bactérias. Através dessas características as bactérias diazotróficas podem ter esses efeitos potencializados no crescimento e desenvolvimento de plantas. Por esse motivo, o objetivo desse trabalho é selecionar mutantes superprodutores de indols e excretores de amônio derivados de bactérias diazotróficas através da avaliação do potencial como bioinoculante para a cultura de arroz de sequeiro. Um total de 52 estirpes que estão depositadas no laboratório de Genética e Bioquímica da Embrapa Agrobiologia serão avaliadas nesse trabalho. Essas estirpes são oriundas de mutações genéticas induzidas por agentes químicos, em que 19 são mutantes potencialmente excretores de amônio provenientes das estirpes selvagens PAL5 da espécie Gluconacetobacter diazotrophicus, SP245 de Azospirillum baldaniorum e outras da estirpe CBAMC da espécie Nitrospirillum amazonense, além delas, 33 são mutantes potencialmente superprodutores de auxina provenientes da estirpe SP245. As capacidades desses mutantes, em superproduzir auxina ou excretar amônio, até o momento não foram testadas, por isso, serão inicialmente realizados testes in vitro para confirmação dessas características fisiológicas. Além disso, serão realizadas avaliações em casa de vegetação para verificar o potencial desses mutantes no crescimento de plantas de arroz. Por fim, os genomas das estirpes mutantes mais promissoras na promoção de crescimento de arroz serão avaliados e comparados com os genomas das estirpes selvagens de modo a se verificar o componente genético “melhorado” correspondente ao fenótipo promissor. Espera-se que pelo menos duas estirpes mutantes demonstrem efeitos benéficos no desenvolvimento das plantas de arroz, exibindo potencial para serem utilizadas como biofertilizantes promissores.