Banca de DEFESA: ESTER FONSECA DA SILVA

Uma banca de DEFESA de MESTRADO foi cadastrada pelo programa.
DISCENTE : ESTER FONSECA DA SILVA
DATA : 31/01/2019
HORA: 09:00
LOCAL: Sala 01 - PPGF
TÍTULO:

LEVANTAMENTO FITOSSOCIOLÓGICO E MANEJO DE PLANTAS DANINHAS EM  MALHA FERROVIÁRIA


PALAVRAS-CHAVES:

controle químico; ecologia de comunidade; APP; Mangue; Floresta; ferrovia


PÁGINAS: 83
RESUMO:

Por décadas, plantas daninhas vêm sendo controladas quimicamente em malhas ferroviárias, por este ser o método mais adequado para o controle em áreas extensas. As estratégias de controle de plantas daninhas devem levar em consideração fatores bióticos, como a composição da comunidade vegetal presente na área, e fatores abióticos, derivadas de aspectos físicos, químicos ou físico-químicos do meio ambiente como topografia, clima e características morfofisiológicas do solo como textura, estrutura, porosidade, etc. A eficiência de controle químico, principal método utilizado em linhas ferroviárias, tem sido questionada frente à tolerância e possível resistência de alguns biótipos de determinadas espécies ao herbicida mais utilizado, o glifosato. O objetivo deste trabalho foi realizar o levantamento fitossociológico de plantas daninhas em um trecho de malha ferroviária no bioma mata atlântica e avaliar, em solo de área de preservação permanente a presença do glifosato, após aplicação. O levantamento fitossociológico foi realizado em um trecho de 130 km ao longo de malha ferroviária, separado em subáreas de Mangue, Floresta e Área Urbana, onde foram feitas coletas em 10 pontos por ambiente, em triplicata, no centro da linha principal e um ponto em laterais, somando 30 unidades amostrais para cada área. Foi utilizado um quadrado de 0,5 m de lado, arremeçado ao acaso uma vez em cada ponto para amostragem de plantas, que colhidas serparadas por espécie e contabilizadas. Em seguida as espécies foram agrupadas por família e foram calculados os índices fitossociológicos densidade, frequência, similaridade de espécies entre áreas e diversidade. O ensaio sobre a eficiência de controle e do comportamento de glifosato no solo, foi feito com testes in situ onde foram observados os efeitos de cinco doses: 0 g. ha-1  (controle); 1.440 g.ha-1, 2.160 g.ha-1, 2.880 g.ha-1 (dose comercial) e 5.760 g.ha-1 e o uso de adjuvante comparando-se diferentes produtos comerciais de glifosato: Roundup NA® (4,5 L p.c. ha-1), Roundup WG® (2,3 Kg p.c. ha-1) e Pilarsato® (4,5 L p.c. ha-1); E em adição, foram realizados testes de potencial de lixiviação em casa de vegetação, utilizando-se solos de dois ambientes de Área de Preservação Permanente (Floresta e mangue). Esse experimento consistiu de aplicação do produto comercial Pilarsato (Glifosato), comumente utilizado nesta área, em coluna vertical de PVC contendo solo das diferentes áreas. As doses foram: 0g i.a ha-1 (controle), 1.440g i.a ha-1, 2.160g i.a ha-1, 2.880g i.a ha-1 (dose comercial) e 5.760g i.a ha-1. A aplicação do herbicida foi realizada no topo das colunas, seguida simulação de precipitação de 20 mm h-1. Após 7 dias de tratamento, os tubos foram seccionados e colocados horizontalmente para receber sementes de Cucumis sativa, bioindicadora sensível ao herbicida. Após 15 e 30 dias, avaliações visuais da fitotoxicidade foram realizadas no bioindicador e a fluorescência da clorofila a foi avaliada para obter informações detalhadas sobre a eficiência fotossintética das plantas de Cucumis sativa. Além disso, amostras de solo foram submetidas a cromatografia líquida de alta eficiência (HPLC) para análise de resíduos. Não foi verificado resíduos de glifosato nos solos em estudo tanto no ensaio com bioindicadoras independente da metodologia utilizadase químico. O levantamento fitossociológico indicou similaridade na composição florística entre as áreas de Mangue e Área Urbana, com maior infestação de plantas daninhas na área de mangue, e a área de floresta apresentou maior riqueza de espécies, sendo as famílias botânicas Poaceae e Asteraceae as mais representativas em todo estudo. Os testes de campo indicaram que não houve diferença no controle de plantas daninhas em função das doses testadas  glifosato, com ou sem adjuvante, sendo o controle efetivo aos 60 dias, levando-se em consideração a reinfestação de plantas daninhas, reduzido para todas as doses. Nos testes de casa de vegetação não se verificou lixiviação ou residual do herbicida glifosato. Conclui-se que táticas de manejo a serem adotadas devem levar em consideração características da composição vegetal de cada subárea, buscando melhor resultado de controle, sendo o herbicida glifosato satisfatório no controle de plantas invasoras em área de APP, nas doses testadas independente do uso de adjuvante, necessitando reaplicação em 60 dias, e que este herbicida não oferenceu nesse estudo risco de poluição à aguas subterrâneas.


MEMBROS DA BANCA:
Presidente - 1905333 - AROLDO FERREIRA LOPES MACHADO
Externo ao Programa - 3036150 - JUNIOR BORELLA
Externo à Instituição - MILER SOARES MACHADO - UFV
Notícia cadastrada em: 28/01/2019 10:31
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