Banca de QUALIFICAÇÃO: EDUARDO SOUZA DE AMORIM

Uma banca de QUALIFICAÇÃO de MESTRADO foi cadastrada pelo programa.
DISCENTE : EDUARDO SOUZA DE AMORIM
DATA : 22/11/2024
HORA: 13:30
LOCAL: Online
TÍTULO:

Metabolização e morte celular programada em Conyza sumatrensis com rápida resposta fisiológica ao herbicida 2,4-D


PALAVRAS-CHAVES:

Buva; Mimetizadores de auxina; Citocromo P450, Estresse Oxidativo


PÁGINAS: 23
RESUMO:

O controle químico de plantas daninhas é um dos métodos mais eficazes e econômico, o herbicida 2,4-D está entre as moléculas utilizadas no mercado. Atualmente a espécie Conyza sumatrensis (buva) apresenta resistência a 5 mecanismos de ação de herbicidas, sendo um deles os mimetizadores de auxina, com o herbicida 2,4-D. Para este mecanismo de ação, a resistência de buva no Brasil possui como característica o sintoma de rápida resposta fisiológica, que ocorre em até quatro horas após aplicação do herbicida. Estudos vem sendo realizados para caracterizar os mecanismos envolvidos neste mecanismo de resistência atípico para o herbicida 2,4-D. Com isso, o objetivo do trabalho é comprovar que a rápida resposta fisiológica em reposta ao herbicida 2,4-D é um processo de morte celular programada, e compreender se ocorre metabolização nos biótipos resistentes a este herbicida. O experimento será realizado na UFRRJ na área experimental do grupo de pesquisa PDPA, as sementes de F3 dessas populações serão germinadas em câmara de crescimento em ambiente controlado de 19ºC em bandejas de germinação e transplantadas para vasos plásticos de 0,3L contendo mistura  de 50% solo com 50%  substrato. O experimento para os inibidores da P450 será conduzido em delineamento inteiramente casualizado, em fatorial 2x4, com o fator A, os dois biótipos de Conyza sumatrensis (Suscetível e Resistente) e fator B, os tratamentos com o herbicida 2,4-D isolado e combinado com inibidor de P450 (Malation 2000 g ha-1) e inibidores de transportadores da auxina (verapamil 1 g ha-1 e orthovanadato 818 g ha-1). Os inibidores serão aplicados 2h antes do 2,4-D, utilizando um pulverizador pressurizado com CO₂. O controle visual será avaliado em 2, 3, 7, 14, 21, 35 e 42  dias após a aplicação (DAA), e no final o matérial vegetal da parte aerea será mensurado após mantido em estufa de secagem até atingir a massa constate. A rápida resposta fisiológica será monitorada nas primeiras 24 horas, com medições da fluorescência de clorofila α e análise visual de fitotoxicidade. Para análises enzimática e a de H₂O₂ o material vegetal será congelado a -80ºC. As atividades enzimaticas de SOD, CAT e APX, serão mensuradas seguindo protocolos já estabelecidos na literatura. Todos os dados serão submetidos ao teste de normalidade (Shapiro-Wilk) e à análise de variância (ANOVA p≤0,05) e se ocorrer significativa, realizar o teste de comparação de médias (Tukey, p≤0,05). O experimento de miscroscopia eletrônica de transmissão (MET) será executado em DIC, com 3 tratamentos (folhas de plantas sem a aplicação do herbicida, folhas de plantas coletadas 2h e 4h depois da aplicação do herbicida 2,4D) com três repetições biológicas para cada tratamento. O material vegetativo será enviado para o Centro de Microscopia Eletrônica do Instituto de Biociências de Botucatu (UNESP), em Botucatu/SP, para processamento e obtenção das imagens. Espera-se que esta pesquisa possibilite compreender que a rápida resposta fisiológica observada em biótipos de buva resistentes ao herbicida 2,4-D está relacionada a um processo de morte celular programada, desencadeado pela metabolização do herbicida.


MEMBROS DA BANCA:
Interna - 2466219 - CAMILA FERREIRA DE PINHO
Interno - 2181674 - LEONARDO OLIVEIRA MEDICI
Externo à Instituição - JUNIOR BORELLA - FURG
Notícia cadastrada em: 22/11/2024 09:47
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