Banca de DEFESA: GIOVANNA EMANUELLE GONÇALVES MARIUCCI

Uma banca de DEFESA de DOUTORADO foi cadastrada pelo programa.
DISCENTE : GIOVANNA EMANUELLE GONÇALVES MARIUCCI
DATA : 17/12/2025
HORA: 08:30
LOCAL: Online
TÍTULO:

IDENTIFICAÇÃO, DESCRIÇÃO E MANEJO DE CRAVORANA (Ambrosia artemisiifolia L.)


PALAVRAS-CHAVES:

tolerância, controle químico, AMBEL


PÁGINAS: 92
RESUMO:

Em áreas de produção agrícola, localizadas nas regiões altas do Paraná (PR), é crescente o relato de falhas de controle de cravorana (Ambrosia sp.) onde o uso de glifosato é frequente. Objetivou-se nesse trabalho: a) identificar e caracterizar a anatomia do eixo vegetativo aéreo (folhas e caule) da espécie Ambrosia sp., b) avaliar a tolerância da espécie ao herbicida glifosato e c) avaliar a eficácia de controle da cravorana com herbicidas pré e pós emergentes. Os experimentos foram conduzidos na Universidade Federal Rural do Rio de Janeiro em Seropédica/RJ e em áreas agrícolas na região de Ponta Grossa/PR e Guarapuava/PR. Para a identificação e caracterização anatômica, foram utilizadas plantas jovens e adultas, cultivadas em vasos. No ensaio de tolerância, foi avaliado a porcentagem de controle após aplicação de glifosato nas doses de 1300 g e.a. ha⁻¹ e 650 g e.a. ha⁻¹, mais testemunha, em 10 biótipos da espécie. Dois experimentos de manejo foram conduzidos, ambos com delineamento experimental de casualização por bloco, com quatro repetições em esquema unifatorial. No ensaio de pré-emergentes os tratamentos avaliados foram: testemunha, diclosulam 42 gr.ha-1, imazetapir 1000 gr.ha-1, flumioxazina 100 gr.ha-1, sulfentrazona+diuron 1400 gr.ha-1, imazerapir+flumioxazina 600 g.ha-1, piroxasulfona+flumioxazina 250 gr.ha-1, s-metolachlor 1500 gr.ha-1, trifluralina 4000 gr.ha-1 . No ensaio de pós-emergentes os tratamentos avaliados foram: glifosato isolado, associado ao 2,4-D ou halauxyfen+diclosulam, mais saflufenacil ou carfentrazona, com sequencial de diquat ou glufosinato (após 10 dias), mais testemunha. As aplicações foram em dois estádios fenológicos (plantas com até 4 folhas e maiores de 4 folhas). A variável avaliada foi porcentagem de controle e os dados submetidos à análise da variância p≤0,05); sendo significativos, as médias serão comparadas pelo teste de Scott-Knott à 5% de probabilidade. A alta pilosidade das folhas e caules, assim como as estruturas secretoras podem ser barreiras para a absorção e translocação de herbicidas. Foram observadas diferenças morfológicas significaticas entre plantas jovens e adultas, indicando adaptações relacionadas ao desenvolvimento que influenciam na maior tolerância ou susceptibilidade aos herbicidas. O estágio de desenvolvimento influenciou significativamente no controle, sendo a dose de 1300 g e.a. ha⁻¹ do herbicida glifosato a mais eficaz. Os 10 biótipos de Ambrosia artemisiifolia avaliados foram mais suscetíveis ao glifosato nos estádios iniciais. Os herbicidas pré-emergentes com melhor eficácia no controle são misturas com flumioxazina, flumioxazina isolada e diclosulam. Em pós-emergência para ambos os tamanhos de plantas, os tratamentos com halauxyfen + diclosulam tiveram melhor controle, alcançando 100% de eficácia, seja em aplicação isolada com glifosato ou combinados com herbicidas de contato.


MEMBROS DA BANCA:
Interno - 1905333 - AROLDO FERREIRA LOPES MACHADO
Interna - 2466219 - CAMILA FERREIRA DE PINHO
Externo à Instituição - ARTHUR ARROBAS MARTINS BARROSO
Externo à Instituição - ANDERSON LUIS NUNES GABARDO
Externa à Instituição - GABRIELA DE SOUZA DA SILVA - UFRRJ
Notícia cadastrada em: 15/12/2025 13:09
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