Banca de DEFESA: MAYARA DE MELLO MARQUES

Uma banca de DEFESA de DOUTORADO foi cadastrada pelo programa.
DISCENTE : MAYARA DE MELLO MARQUES
DATA : 26/02/2026
HORA: 13:30
LOCAL: PPGFitotecnia
TÍTULO:

DIVERSIDADE MOLECULAR E QUÍMICA E COMPORTAMENTO DE GENÓTIPOS DE VINCA (Catharanthus roseus [L.] G Don) QUANTO AO SEU POTENCIAL PARA PRODUÇÃO DE ALCALOIDES ANTINEOPLÁSICOS: VIMBLASTINA, CATARANTINA E VINDOLINA


PALAVRAS-CHAVES:

Melhoramento vegetal; plantas medicinais; REML/Blup; análise de trilha; marcadores de DNA ISSR; LC-MS.


PÁGINAS: 110
RESUMO:

A vinca (Catharanthus roseus), da família Apocynaceae e originária provavelmente de Madagascar, é importante pela produção de alcaloides como vimblastina (VBL) e vincristina (VCR), utilizados no tratamento de linfomas e leucemias. Como esses compostos não são totalmente sintetizados em laboratório, o cultivo da planta no campo é essencial para a extração dos precursores de VBL, a catarantina e vindolina. No entanto, o baixo rendimento de alcaloides eleva os custos de produção, tornando os programas de melhoramento genético fundamentais para selecionar genótipos mais produtivos. Diante disso, este trabalho teve como objetivo avaliar o comportamento populacional e individual de genótipos de vinca com base em 18 variáveis morfoagronômicas, incluindo a produção de biomassa foliar, ao longo de um período de um ano e meio. Além disso, buscou-se determinar o potencial dos genótipos quanto aos teores dos alcaloides vimblastina (VBL) e de seus precursores, catarantina (CAT) e vindolina (VDL) a partir das folhas. Para tal, esta tese foi dividida em três capítulos. No capítulo 1 foram avaliadas 18 variáveis morfoagronômicas, incluindo a biomassa de folhas secas (BFOs), em 20 genótipos ao longo de 18 meses a cada 90 dias. O cultivo se deu em casa de vegetação e cada avaliação foi considerada uma repetição (repetição ao longo do tempo). Estimaram-se parâmetros genéticos e valores genotípicos das plantas via REML/Blup. O desempenho individual dos genótipos (valores genotípicos) foi analisado também via Blup-PCA. Os resultados indicaram que variáveis foliares foram mais sensíveis às questões de ambiente quando comparados com as variáveis relacionadas aos ramos e às flores. A repetibilidade individual para BFOs foi moderada, evidenciando que, de forma geral, a produção de biomassa de folhas pode variar dentro e entre os genótipos. A análise Blup-PCA mostrou que é possível aliar boa produção de biomassa de folhas com folhas maiores e maior número de ramos na planta. No capítulo 2, foram realizados os mesmos procedimentos experimentais que no capítulo 1. Porém, foram utilizadas a média de cada variável, cuja estimação foi a partir das medidas repetidas ao longo do tempo. Neste trabalho foram analisadas 11 variáveis morfoagronômicas. Procedeu-se a análise de trilha, elencando-se BFOs como a variável principal. Foram estimados os efeitos diretos e indiretos das demais variáveis sobre BFOs. A área de folha e o diâmetro médio dos ramos primários foram as variáveis mais associadas a BFOs, ambas com efeito direto positivo e elevado. O diâmetro de ramos secundários (DRS) não foi um bom parâmetro para indicar elevação de BFOs. DRS não influencia sozinha a biomassa de folhas secas (BFOs). Em ordem decrescente de influência sobre BFOs estão o comprimento do pecíolo, comprimento médio da flor, ambas com coeficientes negativos, largura de folha, altura de plantas, diâmetro de caule, comprimento do entrenó de ramos primários e número de ramos totais (NRT), todos eles com coeficientes de trilha positivos. No capítulo 3, 23 genótipos de vinca cultivados em casa de vegetação foram analisados por meio de 15 primers ISSR para caracterização do DNA genômico. Foram estimados o conteúdo de informação polimórfica (PIC) por loco e por primer, realizado agrupamento UPGMA com dissimilaridade de Jaccard, definição do número ótimo de grupos via algoritmo kgs e inferência da estrutura genética populacional. Também foram quantificados os teores de vimblastina (VBL), vincristina (VCR), catarantina (CAT) e vindolina (VDL) por extração etanólica de folhas secas e análise por LC-MS. Observou-se alto polimorfismo (95,70%) e primers de média a alta informatividade, embora a diversidade genética tenha sido classificada como moderada a baixa, possivelmente devido ao parentesco entre os genótipos. Os genótipos foram agrupados em cinco grupos, sendo que apenas um deles abarcou 43,48% deles. A VCR não foi detectada, enquanto VBL, CAT e VDL apresentaram ampla variação. A VBL variou de 0,0418 a 0,1738 mg/g de folhas secas, sendo identificados oito genótipos promissores para sua produção, todos descendentes dos genitores femininos UFRRJ VIN004, UFRRJ VIN044 e UFRRJ VIN005. Como a diversidade genética observada foi de moderada a baixa, infere-se que hibridações entre os oito genótipos elencados podem não ser a estratégia mais eficiente para promover incrementos significativos em VBL. Nesse contexto, o desenvolvimento de famílias endogâmicas, seja a partir dos genótipos selecionados ou dos genitores anteriormente mencionados, configura-se como uma estratégia mais promissora para o aumento da produção de VBL.


MEMBROS DA BANCA:
Presidente - 1712769 - PEDRO CORREA DAMASCENO JUNIOR
Externo ao Programa - 1809123 - ANDRE MARQUES DOS SANTOS - UFRRJExterna ao Programa - 2147409 - MARILENE HILMA DOS SANTOS - UFRRJExterno à Instituição - EDILSON ROMAIS SCHMILDT - UFES
Externa à Instituição - TATIANA DE OLIVEIRA PINTO - UNIFOA
Notícia cadastrada em: 23/02/2026 11:02
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