Banca de DEFESA: PEDRO PAULO FARIA CONDE

Uma banca de DEFESA de MESTRADO foi cadastrada pelo programa.
DISCENTE : PEDRO PAULO FARIA CONDE
DATA : 27/03/2026
HORA: 13:30
LOCAL: PPGF - Sala 2
TÍTULO:

DIVERSIDADE GENÉTICA EM AROEIRA (Schinus terebinthifolius Raddi) BASEADA EM CARACTERÍSTICAS DE FOLHAS E MARCADORES ISSR


PALAVRAS-CHAVES:

Melhoramento de plantas; marcador molecular; agrupamento hierárquico; conteúdo de informação polimórfica (PIC); índices de diversidade.


PÁGINAS: 50
RESUMO:

No Brasil, a aroeira (Schinus terebinthifolius) se destaca principalmente pelas suas propriedades medicinais e pela produção da pimenta-rosa. Apesar do seu potencial agronômico, apenas uma cultivar da espécie foi registrada no Ministério da Agricultura. Trabalhos de melhoramento genético são de suma importância para se desenvolver cultivares adaptadas as áreas de produção. Sendo assim, o primeiro passo é conhecer a diversidade genética disponível. O objetivo geral deste trabalho foi conhecer e estimar a diversidade genética entre genótipos de aroeira de interesse agronômico, considerando aspectos morfológicos da folha e de DNA, utilizando marcadores ISSR. Para tal, foram considerados 20 genótipos. Por genótipo, foram colhidas e digitalizadas em escâner de mesa 25 folhas completamente desenvolvidas. No software ImageJ, as folhas foram analisadas quanto a 20 variáveis relacionadas ao seu comprimento, largura, área, formato do ápice e número de folíolos. De posse dessas variáveis, todos os genótipos foram submetidos a classificação botânica ao nível de variedade. Também a partir das variáveis de folhas, foram obtidos parâmetros estatísticos descritivos. Concomitantemente, o DNA genômico de todas as plantas foram extraídos a partir de folhas. Após a sua quantificação, diferentes primers ISSR foram testados. Os 15 primers mais polimórficos foram utilizados. Após a realização dos PCR´s, os produtos amplificados foram submetidos a eletroforese em gel de agarose a 5%. Todos os géis foram fotodocumentados e analisados. A presença de bandas foi anotada com valor 1 (um), e a ausência, zero. A partir das variáveis moleculares, estimou-se o conteúdo de informação polimórfica (PIC). Tanto as variáveis morfológicas de folha quanto as variáveis moleculares foram submetidas a análises de agrupamento hierárquicos UPGMA, respectivamente, a partir da distância euclidiana e da dissimilaridade de Jaccard. Em seguida, foram estimadas as respectivas correlações cofenéticas. Por fim, foram obtidos os dendrogramas. No caso das variáveis morfológicas, o dendrograma foi acompanhado de um heatmap. Para ambos os tipos de variáveis, foi estimado, via algoritmo kgs, o número de grupos ótimos de genótipos no dendrograma. Considerando as variáveis morfológicas de folhas, foram construídos gráficos do tipo radar para cada um dos grupos de genótipos formados. Além disso, foram estimadas a contribuição relativa das variáveis de folha para a diversidade genética encontrada. Também foram estimados os índices de diversidade de Shannon e de Pielou a partir das variáveis morfológicas e moleculares. Todas as análises estatísticas foram realizadas no Programa R. Com exceção dos genótipos UFRRJ ARO071-F e UFRRJ ARO078-F, que apresentaram cinco folíolos na folha, todos os demais apresentaram sete folíolos. Em todo caso, os genótipos foram classificados como Schinus terebinthifolia var. raddiana, dado que, entre outros parâmetros, o folíolo central foi superior em tamanho em relação aos demais. Em média, o comprimento de uma folha variou entre 8,51 e 14,18 cm. A correlação cofenética foi estimada em 0,91 e 0,72, respectivamente, para as variáveis de folha e molecular. Os genótipos foram agrupados em seis grupos distintos, tanto em relação as variáveis da folha quanto as de DNA. Apesar disso, não houve correspondências dos genótipos nos grupos. Esses resultados já eram esperados, já que os primers ISSR utilizados hibridizam de forma ampla e aleatória no genoma, não sendo específicos, portanto, às sequências de DNA que codificam para aspectos morfológicos nas folhas. Em relação as folhas, os padrões de agrupamento obtidos indicaram ampla diversidade genética. Isso é corroborado pelas estimativas dos índices de Shannon (H’) e de Pielou (J), respectivamente, de 2,85 e 0,90. As variáveis de folha que mais contribuíram para a diversidade foram aquelas relacionadas a área de folíolos. Juntas, elas contribuíram com 68,87% da diversidade encontrada. Os genótipos UFRRJ ARO078-F e UFRRJ ARO071-F foram os mais dissimilares em relação a características de folhas. A diversidade molecular também foi considerada alta, dado que, apesar da distribuição irregular das plantas nos grupos, as distâncias mínimas e máximas obtidas foram altas, cuja média foi estimada em 0,76. Os índices de diversidade indicaram que a diversidade molecular foi muito alta (H´= 6,0; J = 0,97). O PIC (0,33) médio estimado apontou para a utilização de loci altamente informativos. Com nos resultados encontrados para a morfologia de folhas e na análise de DNA genômico entre os genótipos analisados, conclui-se que a diversidade genética entre os genótipos foi alta. Esses resultados podem indicar que as plantas da população estudada tendem a divergir para diversos caracteres agronômicos, como a produção de frutos e a síntese de princípios ativos de interesse medicinal.


MEMBROS DA BANCA:
Presidente - 1712769 - PEDRO CORREA DAMASCENO JUNIOR
Externo ao Programa - 2582213 - MARCO ANDRE ALVES DE SOUZA - UFRRJExterno à Instituição - GUSTAVO TORRES DOS SANTOS AMORIM
Notícia cadastrada em: 25/03/2026 14:14
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