Banca de DEFESA: JÉSSICA FERREIRA LOURENÇO LEAL

Uma banca de DEFESA de DOUTORADO foi cadastrada pelo programa.
DISCENTE : JÉSSICA FERREIRA LOURENÇO LEAL
DATA : 24/06/2022
HORA: 13:00
LOCAL: Webconferência
TÍTULO:

Metabolismo e Fisiologia de Conyza sumatrensis resistente a herbicidas


PALAVRAS-CHAVES:

Resistência Múltipla. Herança genética. Fluorescência da Clorofila a. Resistência Multipla.


PÁGINAS: 137
RESUMO:

A buva vem causando grandes problemas no sistema de produção agrícola, principalmente devido aos casos de resistência múltipla a herbicidas.  O objetivo do trabalho foi caracterizar os mecanismos de resistência de Conyza sumatrensis a herbicidas, e entender o comportamento fisiológico da espécie sob aplicação de herbicidas.  Foram conduzidos experimentos com os seguintes objetivos específicos:  avaliar a dinâmica da dissipação de energia fotossintética de Conyza spp. mediante aplicação de herbicidas inibidores de FSII e FSI (Capítulo I); avaliar as rápidas respostas metabólicas e fisiológicas, mediadas por estresse oxidativo, em buva resistente ao herbicida 2,4-D sob condições variaveis de temperatura e luminosidade (Capítulo II);  propor novas alternativas de manejo químico para o biotipo de buva com resistência múltipla aos herbicidas 2,4-D, glifosato, diuron, paraquat e saflufenacil (Capítulo III);  entender a resistência cruzada de Conyza sumatrensis a herbicidas inibidores de PSI (paraquat e diquat) e sua resposta fisiológica à aplicação de paraquat (Capítulo IV); conhecer a herança genética da resistência do paraquat e diquat em Conyza sumatrensis (Capítulo V). Os resultados prévios descrevem que diminuições no índice de desempenho fotossintético em buva tratadas com metribuzin e paraquat mesmo sem ser observado danos visuais de crescimento e desenvolvimento demonstram claramente o potencial do uso da fluorescência da clorofila a para rastrear rapidamente as perturbações metabólicas na buva sob aplicação destes herbicidas (Capítulo I). O biótipo C. sumatrensis resistente a 2,4-D apresentou rápido dano fotossintético após tratamento com 2,4-D em comparação com o biótipo suscetível. As atividades das enzimas antioxidantes foram maiores no biótipo resistente. Os efeitos da temperatura parecem modular a velocidade de início do processo de rápida necrose. Os sintomas ocorreram mais rapidamente no biótipo resistente ao 2,4-D sob temperaturas mais elevadas. A produção de H2O2 no biótipo resistente a 2,4-D não foi dependente da luz. Além disso, a atividade da enzima antioxidante basal é maior no biótipo resistente (Capítulo II). Os resultados sugerem que o biotipo de buva com múltipla resistência aos herbicidas 2,4-D, paraquat, saflufenacil, glifosato e diuron pode também apresentar resistência aos herbicidas inibidores ALS clorimuron-etílico, imazapique + imazapir e etoxissulfurom. Estudos serão desenvolvidos para confirmar a hipótese (Capítulo III).  Experimentos de dose-resposta confirmaram a resistência de C. sumatrensis a herbicidas inibidores de FSI (paraquat e diquat). O biótipo resistente ao paraquat não induz as enzimas antioxidantes, como um possível mecanismo de resistência ao paraquat, mas mostra rápida recuperação dos parâmetros fotossintéticos e crescimento contínuo quando submetido ao paraquat, enquanto o biótipo suscetível não sobrevive a aplicação deste herbicida (Capítulo IV). A resistência ao paraquat em F2 e F3 foi baseada em um modelo de gene de dominância única (3:1), enquanto os resultados de diquat foram baseados em dois genes segregando independentemente (15:1) em Conyza sumatrensis (Capítulo V).


MEMBROS DA BANCA:
Presidente - 2466219 - CAMILA FERREIRA DE PINHO
Interno - 1712769 - PEDRO CORREA DAMASCENO JUNIOR
Externo à Instituição - GILIARDI DALAZEN - UEL
Externo à Instituição - JUNIOR BORELLA - FURG
Externo à Instituição - RUBEM SILVÉRIO DE OLIVEIRA JUNIOR
Notícia cadastrada em: 15/06/2022 16:16
SIGAA | Coordenadoria de Tecnologia da Informação e Comunicação - COTIC/UFRRJ - (21) 2681-4638 | Copyright © 2006-2026 - UFRN - sig-node3.ufrrj.br.producao3i1