Banca de QUALIFICAÇÃO: ANTHONY CORTES GOMES

Uma banca de QUALIFICAÇÃO de DOUTORADO foi cadastrada pelo programa.
DISCENTE : ANTHONY CORTES GOMES
DATA : 12/05/2023
HORA: 13:30
LOCAL: Webconferência
TÍTULO:

ELUCIDAÇÃO DAS BASES GÊNICAS E MOLECULARES DE Conyza sumatrensis RESISTENTE AO HERBICIDA 2,4-D


PALAVRAS-CHAVES:

Resistência, buva, segregação, expressão gênica.


PÁGINAS: 20
RESUMO:

Diversos biótipos de Conyza sumatrensis, conhecida popularmente como buva, vem apresentando resistência à herbicidas ao longos dos anos. Consequentemente, o controle ineficiente e a competição exercida por essa espécie afetam os mais diversos campos de produção agrícolas. Logo, é imprescindível o conhecimento das bases genéticas e moleculares que conferem resistência a esses biótipos. Conhecer quantos e quais genes são responsáveis pela resistência, proporciona a possibilidade de monitorar, prever e contornar a resistência de Conyza sumatrensis a herbicidas. Tendo em vista essa condição, o objetivo do presente estudo é a identificação do tipo de herança genética assim como de qualquer diferença na expressão gênica entre biótipo suscetível e resistente que confere resistência ao herbicida 2,4-D. O biótipo de Conyza sumatrensis que será utilizado apresenta resistência confirmada aos herbicidas 2,4-D, saflufenacil, glyphosate, diuron, diquat e paraquat. Para os ensaios de herança gênica, a progênie F1 será derivada do cruzamento parental entre biótipo resistente (R) e suscetível (S), incluindo dois cruzamentos S♂ x R♀ e três cruzamentos R♂ x S♀. Em seguida, toda progênie F1 será tratada com 1005 g ae ha-1 de 2,4-D quando as plantas atingirem o tamanho de 10 a 12 cm de altura. As plantas então serão comparadas com o parental R e S e visualmente classificadas como sobreviventes (resistentes) ou mortas (suscetíveis) aos 45 dias após a aplicação do herbicida (DAA). Os sobreviventes da progênie F1 serão autopolinizados para produzir a progênie F2. As doses 0, 0.25x, 0.5x, 1x e 2x de 2,4-D serão aplicadas na progênie F2 e posteriormente também serão classificadas como sobreviventes e mortas aos 21 DAA, onde novamente as sobreviventes serão autopolinizadas para geração da progênie F3. As plantas da progênie F3 receberão a aplicação do herbicidas 2,4-D nas doses de 0.5x e 1x e serão comparadas como já descrito anteriormente. Ao final, será realizado o teste de ajuste qui-quadrado (χ2) para comparar a sobrevivência e identificar o modelo de dominância. A partir dos genótipos sobreviventes da progênie F3 serão realizados análises a fim de identificar a diferença de expressão gênica. Para tal finalidade, serão realizadas análises de Genotipagem por Sequenciamento (GBS) e Análise de Expressão Gênica (RNA-seq) de acordo com metodologia pré-estabelecida. Os dados de ambas as análises serão avaliados com softwares estatísticos de bioinformática para validação dos resultados encontrados.


MEMBROS DA BANCA:
Presidente - 2466219 - CAMILA FERREIRA DE PINHO
Interno - 1905333 - AROLDO FERREIRA LOPES MACHADO
Externa à Instituição - CRISTINA MOLL HUTHER - UFF
Notícia cadastrada em: 02/05/2023 15:00
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