Banca de DEFESA: RITA HILÁRIO DE CARVALHO

Uma banca de DEFESA de MESTRADO foi cadastrada pelo programa.
DISCENTE : RITA HILÁRIO DE CARVALHO
DATA : 25/02/2018
HORA: 09:00
LOCAL: Departamento de Fitotecnia - IA
TÍTULO:

Desempenho do feijoeiro comum sob inoculação conjunta de bactéria promotoras de crescimento vegetal e estirpes de Rhizobium


PALAVRAS-CHAVES:

Feijoeiro comum; Co-inoculação; Promotores de Crescimento


PÁGINAS: 69
RESUMO:

A co-inoculação em plantas utilizando bactérias promotoras de crescimento, surgiu como uma técnica para proporcionar incrementos no desenvolvimento e produtividade de culturas de interesse agrícola, devido ao efeito sinérgico destas bactérias. O objetivo deste trabalho foi avaliar as respostas em termos de nodulação, produção de biomassa e produtividade, da co-inoculação de bactérias promotoras de crescimento vegetal associadas a estirpes de Rhizobium já estabelecidas para a cultura do feijoeiro comum (Phaseolus vulgaris L.). Para tanto, foram conduzidos três experimentos de campo e dois experimentos em casa de vegetação. Os experimentos em casa-de-vegetação objetivaram avaliar o efeito da co-inoculação Rhizobium e bactérias promotoras de crescimento nas fases iniciais do desenvolvimento vegetativo em duas cultivares de feijoeiro. Os experimentos de casa de vegetação tinham delineamento inteiramente casualizado, com quatro tratamentos e seis repetições, sendo avaliados em duas coletas nas fases fenológicas V3 e V4 caracterizadas pela emissão da 1ª folha trifoliada e emissão da 3ª folha trifoliada, respectivamente, com as cultivares Pérola e BRS Esteio. Esses experimentos demonstraram que a co-inoculação com Bradyrhizobium consistentemente estimulou a nodulação das cultivares, em ambos os estágios para a cultivar Pérola e em V4 para a cultivar Esteio. O número de nódulos da cultivar Pérola, comparados com a inoculação isolada de rizóbio apresentou aumento de 56% e 70%, respectivamente em V3 e V4. A massa de nódulos secos em V4 mostrou valores 29 e 41% maiores que a inoculação isolada de rizóbio para as cultivares Pérola e Esteio, respectivamente. A inoculação com Bradyrhizobium também estimulou o crescimento vegetativo inicial das cultivares, observado com mais intensidade em V4, com aumentos de cerca de cerca de 67% e 28% na massa de parte aérea para Pérola e Esteio, respectivamente. O estímulo da coinoculação com Azospirillum em comparação com o rizóbio isoladamente foi mais evidente em V4 para ambas cultivares, com um aumento, respectivamente, para Pérola e Esteio, de 53% e 21% no número de nódulos e de 24% e 21% na massa de nódulos secos. Um aumento de 51% no acúmulo de massa seca da parte aérea foi observada na cultivar Pérola para a coinoculação com Azospirillum em V4 em comparação com a inoculação isolada do rizóbio. Não houve diferença estatística entre a co-inoculação com promotoras de crescimento e Rhizobium, comparada inoculação isolada para massa seca de raízes. Os experimentos de campo avaliaram o efeito da co-inoculação de bactérias promotoras de crescimento associadas a estirpes de Rhizobium, na produção de biomassa e produtividade de grãos em três condições agroecológicas distintas. Dois experimentos foram conduzidos em Macaé – RJ, em áreas com e sem cultivo anterior de feijoeiro e características físico-químicas do solo distintas, com a cultivar BRS Esteio, em delineamento em blocos ao acaso com cinco repetições e cinco tratamentos: testemunha absoluta, testemunha nitrogenada (80 kg ha-1 de N), inoculação com estirpes comerciais de Rhizobium, co-inoculação Rhizobium e A. brasilense, e co-inoculação Rhizobium e B. elkanii. Ao experimento conduzido na Embrapa Agrobiologia acrescentou-se um tratamento com a co-inoculação com A. brasilense e aplicação de N mineral em cobertura (40 kg ha-1 de N) combinados com as cultivares BRS Esteio e Ouro Negro. As plantas foram amostradas quando da floração plena e na maturação dos grãos. O primeiro experimento em Macaé apresentou uma alta população nativa de rizóbios no solo, não ocorrendo diferenças entre as fontes de N avaliadas. No segundo experimento, a co-inoculação com Bradyrhizobium aumentou a massa seca de parte aérea e de raízes, no entanto limitações climáticas afetaram drasticamente o rendimento de grãos. No experimento na Embrapa Agrobiologia, a cultivar Esteio foi superior a Ouro Negro em grande parte das variáveis analisadas. A co-inoculação de Rhizobium com bactérias promotoras de crescimento, associadas a aplicação de N em cobertura ou não, não proporcionaram incrementos significativos em produção de biomassa, comparado aos controles. Nas condições agroecológicas de campo deste estudo não foi possível confirmar o efeito promotor de crescimento das estirpes inoculadas ou da tecnologia de coinoculação.


MEMBROS DA BANCA:
Interno - 1104775 - ADELSON PAULO DE ARAUJO
Externo ao Programa - 1815763 - IRENE DA SILVA COELHO
Externo à Instituição - JEAN LUIZ SIMÔES DE ARAÚJO - EMBRAPA
Notícia cadastrada em: 23/02/2018 15:31
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