POTENCIAL E DESEMPENHO DE ISOLADOS NÃO PATOGÊNICOS de Fusarium oxysporum NO BIOCONTROLE DA MURCHA DE FUSARIUM DO TOMATEIRO
Fusarium oxysporum f. sp. lycopersici. Solanum lycopersicum. Controle biológico.
O tomateiro (Solanum lycopersicum) é severamente afetado pela murcha de Fusarium, patologia causada pelo fungo Fusarium oxysporum f. sp. lycopersici (FOL). O manejo da doença é dificultado pela limitada eficácia dos fungicidas químicos disponíveis, o que torna o controle biológico uma alternativa promissora. O presente estudo tem como objetivo avaliar o potencial de biocontrole de isolados não patogênicos de Fusarium no manejo da murcha de Fusarium em tomateiros. A pesquisa iniciou-se com o screening de isolados não patogênicos através de testes de inoculação em cultivares de tomate suscetíveis às três raças de FOL. Em seguida, investigou-se o potencial protetivo desses isolados em ensaios in vitro (blotter test) e em viveiro, além de avaliar a interação dos isolados não patogênicos com diversas espécies vegetais, incluindo alface, berinjela, pepino, rúcula, feijão e soja. Os resultados indicaram que os isolados não patogênicos de Fusarium spp. foram eficazes na proteção contra a necrose vascular em tomateiros. No entanto, o blotter test revelou-se inadequado para a avaliação da capacidade protetiva dos isolados. Em testes de viveiro, os isolados FUS 0806, FUS 1202 e FUS 2006 demonstraram efeito protetor, ao passo que o FUS 0604 apresentou comportamento patogênico. As avaliações adicionais em diferentes espécies vegetais mostraram respostas variáveis, com FUS 0806 induzindo necrose em rúcula e feijão, enquanto FUS 1202 não apresentou patogenicidade em nenhuma das espécies analisadas. Este estudo ressalta o potencial dos isolados não patogênicos como agentes de controle biológico, destacando a necessidade de investigações adicionais sobre seus mecanismos de avirulência e a eficácia em diferentes culturas, com vistas a um manejo integrado mais eficiente.