Banca de DEFESA: YUJI ITO NUNES

Uma banca de DEFESA de MESTRADO foi cadastrada pelo programa.
DISCENTE : YUJI ITO NUNES
DATA : 18/06/2025
HORA: 08:30
LOCAL: Sala 01 do Programa de Pós-graduação em Fitotecnia (PPGF)
TÍTULO:

Produtos de Controle Ambiental como ferramenta de indução da restauração florestal na Mata Atlântica


PALAVRAS-CHAVES:

Controle químico, Restauração florestal, Controle de espécies invasoras.


PÁGINAS: 68
RESUMO:

O bioma Mata Atlântica encontra-se fragmentado e circundado por pastagens degradadas, predominantemente colonizadas por gramíneas invasoras do gênero Urochloa, que exercem potencial competição às espécies nativas. O plantio de mudas representa uma estratégia para restauração ecológica, porém o manejo dessas gramíneas constitui um desafio. Nesse contexto, o controle químico destaca-se como alternativa eficaz e de menor custo, promovendo condições mais adequadas ao estabelecimento das espécies florestais. Dessa maneira, objetivou-se nesse trabalho desenvolver estratégias químicas de manejo de plantas daninhas e avaliar respostas de espécies arbóreas a herbicidas na formação de povoamentos florestais da Mata Atlântica. O experimento, foi realizado em área de restauração localizada no município Cachoeiras de Macacu, Rio de Janeiro. Foi avaliado o controle de plantas daninhas na formação de povoamentos da Mata Atlântica através de herbicidas isolados ou em mistura em aplicações sequenciais, e verificado a seletividade em campo a 20 espécies florestais de ocorrência do Bioma Mata Atlântica. As estratégias (tratamentos) utilizadas foram: (T1) testemunha sem herbicida; (E2) indaziflam aplicação em jato dirigido (1ª aplicação) + glifosato em jato dirigido (2ª aplicação); (E3) indaziflam aplicado over the top (1ª aplicação) + glifosato em jato dirigido (2ª aplicação); (E4) indaziflam + haloxifope em mistura; (E5) haloxifope-P-metílico sob demanda; (E6) Glifosato jato dirigido sob demanda. As estratégias foram dispostas no delineamento de blocos casualizados, com quatro repetições. Cada unidade experimental foi formada por 5 linhas de plantio com 20 covas em cada linha, compondo 100 covas por unidade experimental, utilizando 20 espécies arbóreas. Aos 30, 60, 90 e 120 DAA de cada tratamento realizou-se avaliações de controle de plantas daninhas e avalições de fitotoxidez nas plantas das espécies florestais. Aos 6,12,14 meses após o transplantio das mudas foram avaliados a altura da parte aérea, diâmetro do coleto e inventário fitossociológico. Aos 14 meses foi avaliada comprimento de copa, para cálculo de cobertura do solo. A estratégia E3 apresentou melhor controle em pré-emergência em todas as avaliações de controle de plantas daninhas, enquanto em pós-emergência a estratégia E6 proporcionou melhor controle. Aos 120 DAA apenas a estratégia E4 ocasionou acima de preocupante, indicando possível incompatibilidade. Chromolaena maximiliani foi a espécie de maior IVI no tratamento testemunha e nas estratégias onde a E4 e E5.  Na estratégia E6, as espécies de maior IVI são Fimbristylis dichotoma e Cyperus rotundus, consideradas não daninhas a restauração. Aos 14 meses, os maiores incrementos em altura da parte aérea, área de copa, diâmetro ao nível do solo para as 20 espécies arbóreas foram encontrados na estratégia E6.  Para cobertura do solo, aos 14 meses, as estratégias E3 e E6 proporcionaram valores de grau de cobertura superiores a 30%. Quando analisado número de regenerantes, a estratégia E5 apresentou os maiores valores, enquanto a estratégia E6 os menores. Recomenda-se, para o uso de indaziflam em pré-emergência, a aplicação over the top combinada com glifosato localizado sob demanda. Para o manejo pós-emergência, a estratégia recomendada é a aplicação de glifosato em jato dirigido.


MEMBROS DA BANCA:
Presidente - 1905333 - AROLDO FERREIRA LOPES MACHADO
Externo ao Programa - 3155350 - RODOLFO CESAR REAL DE ABREU - UFRRJExterno à Instituição - LUIZ FERNANDO DUARTE DE MORAES - EMBRAPA
Notícia cadastrada em: 13/06/2025 10:19
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