Banca de DEFESA: FELIPE NASCIMENTO DOS SANTOS

Uma banca de DEFESA de MESTRADO foi cadastrada pelo programa.
DISCENTE : FELIPE NASCIMENTO DOS SANTOS
DATA : 21/02/2019
HORA: 09:00
LOCAL: PPGF/Departamento de Fitotecnia/Instituto de Agronomia
TÍTULO:

Avaliação de um novo modo de desbaste de rebentos em  touceiras na produção comercial de banana


PALAVRAS-CHAVES:

Musa sp., desbaste de rebentos, densidade populacional


PÁGINAS: 62
RESUMO:

O manejo de touceira na cultura da bananeira (Musa sp.) é importante para definir o nível de adensamento de plantas. Nos sistemas convencionais de alto padrão tecnológico adota-se o chamado ‘Mãe-Filha-Neta’. No entanto, tem-se observado que nos plantios menos tecnificados, na maioria das touceiras, não é possível ter ao mesmo tempo estes três tipos de plantas com idades diferentes. Portanto, ao adotar a recomendação técnica de espaçamentos entre touceiras acaba-se tendo menor quantidade de indivíduos por área o que tem comprometido negativamente a produtividade do pomar. Este presente trabalho teve como objetivo comparar os sistemas de condução de touceira, denominado de Sempre 3 (deixar três plantas por touceira) com o manejo convencional em cultivo orgânico de banana do tipo ‘Maçã’ cv. “BRS Princesa” no terceiro e quarto ciclo. O experimento foi conduzido no campo experimental de Horticultura no Setor de Fitotecnia da UFRRJ, município de Seropédica/RJ, entre dezembro de 2016 e outubro de 2018. A montagem experimental consistiu de dois tratamentos: (1) manejo Convencional e (2) manejo ‘Sempre 3’. O experimento foi montado em um delineamento inteiramente casualizado (DIC), com oito parcelas ou repetições. Cada parcela foi constituída por trinta e seis touceiras, sendo quatro touceiras úteis do centro do manejo convencional e quatro touceiras úteis do centro de ‘Sempre 3’. Cada bananeira constituíu uma unidade experimental. O experimento foi montado com densidade populacional de 2105 pl.ha-1 (2,5x1,90 m) e dimensões de 30 X 46 m. Foram avaliados mensalmente: o número de plantas por touceira e número de rebentos desbastados por touceira. Foram avaliados no momento da colheita: a altura do pseudocaule, diâmetro do pseudocaule, número de folhas fotossinteticamente ativas, comprimento da terceira folha, largura da terceira folha, estimativa de área foliar, peso total dos frutos, peso da penca, número de frutos por cacho, número de pencas por cacho, número de frutos por pencas, peso médio dos frutos, peso da segunda penca, número de frutos da segunda penca, peso médio do fruto da segunda penca, peso do engaço, peso do raquis; ciclo de produção e produção por área. Os resultados das variáveis vegetativas e produtivas foram submetidos à análise de variância e as médias foram comparadas pelo teste de Tukey. Os descritores fitotécnicos foram submetido a correlação de Pearson. Verificou-se que o manejo ‘Sempre 3’ apresentou maior número de plantas por touceira e rebentos desbastados, 2,73 e 0,58 respectivamente. No quarto ciclo não houve diferença entre os descritores. O manejo Convencional apresentou maior ganho no peso médio de frutos (18,51%), peso da segunda penca (21,1%) e peso médio do fruto da segunda penca (23,6%), todos no terceiro ciclo. O manejo ‘Sempre 3’ apresentou menor ciclo de produção (-22,3%). A maioria dos descritores demonstrou ter correlação significativa e positiva no terceiro (79,4%) e quarto ciclo (99,3%). Podemos concluir que o manejo proposto apresentou maior número de plantas por touceira, e não diferiu nos caracteres vegetativos e na maioria dos caracteres reprodutivos, contudo ocorreu a redução no ciclo de produção, fator que interfere ganho anual.


MEMBROS DA BANCA:
Presidente - 1863063 - LUIZ AURELIO PERES MARTELLETO
Externo ao Programa - 2379124 - ROGERIO GOMES PEGO
Externo à Instituição - RAUL CASTRO CARRIELLO ROSA - EMBRAPA
Notícia cadastrada em: 20/02/2019 10:56
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