Banca de QUALIFICAÇÃO: GUILHERME SILVA DE ANDRADE

Uma banca de QUALIFICAÇÃO de DOUTORADO foi cadastrada pelo programa.
DISCENTE : GUILHERME SILVA DE ANDRADE
DATA : 08/05/2026
HORA: 14:00
LOCAL: Webconferência
TÍTULO:

Efeitos de dietas com polens de Fabaceae ou Poaceae na sobrevivência e desenvolvimento dos três instares de Chrysoperla externa (Hagen) (Neuroptera: Chrysopidae) em laboratório


PALAVRAS-CHAVES:

Zoofitófagos, onivoria, larva predadora, controle biológico conservativo.


PÁGINAS: 30
RESUMO:

As larvas da Chrysoperla externa (Hagen), bem como das demais espécies de crisopídeos, são sempre predadoras, capazes de consumir presas como pulgões, cochonilhas, ovos de lepidóptera e larvas de tegumento mole. Entretanto, o consumo de grãos de pólen pode ajudar insetos predadores a se manter em ecossistemas na ausência ou escassez de presas. A fim de investigar o hábito onívoro e os efeitos no desenvolvimento de larvas, o bioensaio foi conduzido no Laboratório de Controle Biológico de Insetos Fitófagos (LACOBIF) em delineamento inteiramente casualizado (DIC), usando os seguintes alimentos: pólen de crotalária (CR), pólen de feijão-de-porco (FP), pólen de milheto (MT), pólen de milho (MO) e pólen de sorgo (SO) e ovos da mariposa Ephestia kuehniella (Zeller) como presa. Cada espécie de pólen foi ofertada à larva, durante um instar e os outros dois instares foram alimentados com a presa ou com o mesmo pólen, nos seguintes regimes alimentar: (a) L1, L2 e L3 com pólen, (b) L1 e L2 com pólen, L3 com presa, (c) L1 e L3 com pólen, L2 com presa (d) L1 com pólen, L2 e L3 com presa, (e) L1 com presa, L2 e L3 com pólen, (f) L1 e L3 com presa, L2 com pólen, e (g) L1 e L2 com presa, L3 com pólen, consistindo, assim, em 7 tratamentos, cada um com 10 repetições. Três testemunhas foram incluídas, sendo em uma, os três instares alimentados com apenas a presa (controle positivo), noutra, estes instares que ficaram sem alimento (controle negativo) e, na terceira, as larvas foram alimentadas com solução de água e frutose. Foi observado que o consumo de pólen como alimento exclusivo durante o primeiro instar não promoveu desenvolvimento satisfatório das larvas, por outro lado a introdução de pólen após a oferta de presa possibilitou a continuidade do ciclo, contudo, impactou nos parâmetros de desenvolvimento e reprodução. Os pólens de Fabaceae promoveram alta mortalidade das larvas enquanto os de Poaceae permitiram avanço no desenvolvimento, mas prolongaram a fase na qual foram introduzidos quando comparados a testemunha positiva. Entre os polens de Poaceae, o milho apresentou desempenho ligeiramente superior aos demais. Sendo assim, o pólen pode ser adotado como alimento auxiliar no desenvolvimento de larvas de C. externa em momento de ausência ou escassez de presa, contudo, seu uso como único alimento não proporciona o desenvolvimento de larvas até a fase adulta.


MEMBROS DA BANCA:
Presidente - 2223814 - ELEN DE LIMA AGUIAR MENEZES
Interno - 1863063 - LUIZ AURELIO PERES MARTELLETO
Externa à Instituição - HALINA SCHULTZ
Externa à Instituição - VÂNIA GONÇALVES LOURENÇO ESTEVES
Notícia cadastrada em: 30/04/2026 08:45
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