CARACTERIZAÇÃO MOLECULAR, PALINOLÓGICA E VIABILIDADE POLÍNICA POR COLOROMETRIA EM GENÓTIPOS DE ARROZ VERMELHO
Oryza sativa L.; arroz pigmentado; grão de pólen; marcadores SSR.
O arroz vermelho (Oryza sativa L.) constitui um recurso genético de interesse para programas de melhoramento por combinar diversidade genética e elevado conteúdo de compostos bioativos no pericarpo. A análise da diversidade genética e da viabilidade polínica em arroz vermelho é fundamental para compreender o potencial genético e reprodutivo. A caracterização da diversidade genética permite identificar a variabilidade existente entre genótipos, contribuindo para a conservação de recursos genéticos, a identificação de materiais promissores e a seleção de características de interesse para programas de melhoramento. Paralelamente, a avaliação da viabilidade polínica fornece informações essenciais sobre a capacidade reprodutiva dos genótipos, sendo particularmente importante para o planejamento de cruzamentos e para a obtenção de híbridos e populações segregantes. Com isso, este estudo teve como objetivos caracterizar a variabilidade genética de genótipos de arroz por marcadores microssatélites (SSR), descrever a morfologia polínica do genótipo ‘Vermelho Virgínia’ e comparar a viabilidade do pólen de cinco genótipos por colorimetria com Lugol e corante de Alexander. Na caracterização molecular, foram utilizados oito marcadores SSR, com dois a três alelos por loco e PIC médio de 0,3395; Pikh MAS (0,5694) e RM224 (0,5169) apresentaram os maiores valores. A heterozigosidade esperada média foi de 0,402 e a observada de 0,3785. O agrupamento de Tocher distribuiu os 15 genótipos em dez grupos, evidenciando diferenciação genética entre os genótipos e gerações segregantes. A caracterização palinológica foi realizada após acetólise. Os grãos de pólen do genótipo ‘Vermelho Virgínia’ apresentaram tamanho médio, forma oblato-esferoidal, uma abertura do tipo poro e exina fina; os diâmetros médios variaram de 36,00 a 36,75 µm e os coeficientes de variação foram baixos para os diâmetros, enquanto as maiores variações ocorreram em medidas associadas à exina. Na análise colorimétrica, a viabilidade média geral foi de 93,41%, com efeito do genótipo e interação com o corante. ‘BRS Esmeralda’, ‘ENA AR 1601’ e ‘Vermelho Virgínia’ apresentaram as maiores médias, enquanto os genótipos das gerações F2 tiveram menor viabilidade, sobretudo ‘BRS Esmeralda’ × ‘Vermelho Virgínia’ com Alexander e ‘BRS Esmeralda’ × ‘ENA AR 1601’ com Lugol. Os resultados reforçam a utilidade da integração entre marcadores moleculares e caracteres reprodutivos na seleção de genitores e no acompanhamento de populações segregantes de arroz vermelho.