Plantas atrativas a inimigos naturais e sua contribuição para o manejo de insetos fitófagos em agroecossistemas diversificados
controle biológico, produção orgânica, insetos uteis
O manejo de pragas seguindo proncipios agroecológicos e e que resulta em produtos sem resíduos de agrotoxicos é um desafio para os pesquisadores em Agroecologia. Nesse sentido, uma das boas práticas é o controle biológico conservativo ( CBC). Além de ser uma pratcica com base ecológica e que demanda pouca energia, quando bem implementado, o CBC modifica o layout da paisagem agrícola, aumentando a biodiversidade de insetos, sobretud,o os inimigos naturais, proporcionando assim, condições para que estes se alimentem e se reproduzam localmente diminuindo então as populações de insetos praga. As plantas usadas como atrativas no CBC oferecem aos artrópodos, recursos alimentícios e refúgio para acasalamento e oviposição, mantendo assim criatórios próximos aos cultivos. O objetivo desse projeto de tese é desenvolver um estudo prospectivo de plantas com potencial para a atratividade de inimigos naturais visando ao CBC de pragas em agroecossistemas. Os experimentos serão conduzidos em condições de campo na Embrapa Agrobiologia em Seropédica-RJ. Os estudos serão realizados em duas fases, sendo a primeira a prospecção de plantas com potencial de atração de inimigos naturais e a segunda a avaliação da contribuição das plantas mais promissoras para o manejo de insetos fitófagos em agroecossistemas diversificados. Em ambas as avaliações será feito levantamento e identificação da entomofauna associada às espécies vegetais. Para o estudo prospectivo serão usadas seis espécies de plantas, , a Cosmus sulphureus (Asteracea), as Canavalia ensiformis e Crotalária spectabilis (Fabaceae), e Foeniculum vulgare (Apiaceae).Esse experimento será conduzido em parcelas de 3x4 metros, distanciadas 5 metros umas das outras, usando delineamento com blocos ao acaso e quatro repetições. As plantas com maior potencial atrativo para inimigos naturais serão inseridas em consórcio, e avaliadas dentro de cultivos de hortaliças. As plantas usadas na segunda etapa serão escolhidas principalmente em função da atratividade, famílias de inimigos naturais importantes para a cultura, período de tempo que os inimigos naturais permanecem nas plantas, ausência de pragas e doenças comuns à cultura principal e multifuncionalidade na propriedade. A entomofauna será amostrada quinzenalmente com o auxílio de um sugador motorizado. Com esses resultados espera-se estabelecer uma recomendação de plantas atrativas como ferramenta para o manejo de insetos utilizando inimigos naturais em agroecossistemas.