Papel do sistema antioxidante enzimático como mecanismo de resistência Conyza sumatrensis a herbicidas
Conyza sumatrensis; enzimas antioxidantes, P450, resistência NTSR
O grande desafio da agricultura é o manejo de plantas daninhas resistentes a herbicidas, sendo a situação agravada quando ocorrem biótipos com resistência múltipla, como é o caso da buva. No Brasil, o gênero Conyza spp se adaptou bem ao sistema de plantio direto e tem grande potencial de dispersão de sementes. O cenário é agravado com o registro no Brasil da resistência múltipla de buva a cinco herbicidas de diferentes mecanismos de ação: glifosato, paraquat, saflufenacil, 2,4D e diuron. A elucidação da causa da resistência é o primeiro passo para mitigar o efeito da resistência e o desenvolvimento de um plano de manejo de plantas daninhas. O objetivo do trabalho é investigar a atividade de enzimas antioxidantes e citocromo P450 (resistência metabólica), do biótipo com resistência múltipla comparado ao biótipo suscetível. O biótipo de Conyza sumatrensis que será utilizado no experimento é proveniente de Assis Chateaubriand-PR e a resistência foi confirmada aos herbicidas paraquat, saflufenacil, 2,4-D, diuron e glifosato. Sendo assim os estudos iniciaram pela investigação do mecanismo de resistência desta buva aos cinco herbicidas, avaliando comparativamente um biótipo resistentes
e o biótipo suscetível quanto a atividade da metabolização dos herbicidas pelo citocromo P450, atividade das enzimas antioxidantes relacionadas ao sistema de defesa das plantas: superóxido dismutase (SOD), ascorbato peroxidase (APX), catalase (CAT), glutationa redutase (GR) e Glutationas S-Transferases (GST) e avaliação dos danos oxidativos, rápida necrose e armazenamento no vacúolo. Perante os resultados, propor estratégias proativas de manejo de biótipos de buva resistentes, prevendo o comportamento de outros herbicidas no controle da espécie.