ALTERAÇÕES ANATÔMICAS E NA ABSORÇÃO E TRANSLOCAÇÃO DE
HERBICIDAS COMO MECANISMO DE RESISTÊNCIA EM Conyza
sumatrensis
mecanismo de resistência, anatomia, buva
SOUZA, Amanda dos Santos. Alterações anatômicas e na absorção e translocação de herbicidas
como mecanismo de resistência em Conyza sumatrensis. 2018. 20p. Projeto de Doutorado
(Doutorado em Fitotecnia). Instituto de Agronomia, Departamento de Fitotecnia, Universidade
Federal Rural do Rio de Janeiro, Seropédica, RJ.
Para aumento de produção e melhor manejo da área se faz necessário o uso de herbicidas
para controle de plantas daninhas, já que as mesmas limitam o potencial de produção das
culturas e competem pelos recursos essenciais presentes no solo. Para manejo das plantas
daninhas o mais utilizado é o método químico, com uso de herbicidas, porém a aplicação
de um mesmo herbicida em sucessivas safras, ocasiona uma pressão de seleção,
selecionando biótipos resistentes. A resistência é a capacidade herdável que um biótipo
tem de sobreviver a uma dose que seria letal ao restante da população. A espécie Conyza
sumatrensis, representa hoje um dos maiores problemas dos sistemas agrícolas, pois a
espécie apresenta resistência a cinco herbicidas de diferentes mecanismos de ação, sendo,
glifosato, paraquat, 2,4-D, saflufenacil e diuron. Diante do desafio o manejo deste biótipo
resistente torna-se de extrema importância para os sistemas agrícolas. Sendo assim, o
objetivo do projeto de pesquisa é determinar se o mecanismo de resistência é a anatomia
diferencial, absorção e translocação reduzida do biótipo de Conyza sumatrensis e propor
melhor manejo para controle deste biótipo. Serão realizados três experimentos.
Experimento I: Será conduzido o experimento em delineamento inteiramente
casualizados com quatro repetições. Serão avaliados quanto a diferenciação anatômica
biótipos susceptíveis e resistentes de Conyza sumatrensis. Os herbicidas paraquat,
glifosato, 2,4-D, saflufenacil e diuron serão apliados nas doses de 400g ia ha-1, 720g ea
ha-11005g ea ha-1, 70g ia ha-1and 2000 g ia ha-1,respectivamente. Os biótipos serão analisados quanto a
microscopia eletrônica de varredura e microscopia eletrônica de transmissão.
Experimento II: O delineamento experimental empregado será o inteiramente
casualizados em esquema fatorial 5x2 com três repetições. Sendo o fator A os cinco
tempos de avaliação (6, 12, 24, 48 e 72hs) e o fator B os dois biótipos (resistente e o
suscetível). Após o tratamento com os herbicidas glifosato e saflufenacil nas doses de 720 g ia ha-1 e70g
ia ha-1, respectivamente, serão realizadas análises quantitativas e qualitativas quanto a
absorção e translocação do herbicida nos biótipos. Os dados gerados nos experimentos
serão submetidos a análise de variância (p<0,05); e sendo significativos testados Tukey
(p<0,05). Experimento III: O experimento será conduzido em blocos cazualizados com 4
repetições. Os herbicidas triclopir, 2,4-D, dicamba e halauxifem+diclosulam serão
aplicados de forma isolada e também nas modalidades mistura e sequential com os
herbicidas glifosato, saflufenacil e glufosinato de amônio. Serão avaliadas: fluorescência
das clorofilas a e fitotoxicidade (análises não-destrutivas); altura de plantas, massa seca
da parte aérea (MSA) e massa seca da raiz (MSR). Os dados gerados no experimento
serão submetidos à análise da variância (p≤0,05) e as médias comparadas pelo teste de
Scott-Knott a 5% de probabilidade.