Banca de QUALIFICAÇÃO: MICHELE PAULA DA SILVA CAVALCANTE

Uma banca de QUALIFICAÇÃO de DOUTORADO foi cadastrada pelo programa.
DISCENTE : MICHELE PAULA DA SILVA CAVALCANTE
DATA : 02/07/2018
HORA: 14:00
LOCAL: Programa de pós-graduação em Fitotecnia - sala 2
TÍTULO:

DESENVOLVIMENTO DE TECNOLOGIAS PRÉ E PÓS-COLHEITA PARA MANUTENÇÃO DA QUALIDADE DE TOMATES SOB CULTIVO NO SISTEMA DE PRODUÇÃO TOMATEC


PALAVRAS-CHAVES:

Pós-colheita, qualidade, embalagem, etileno


PÁGINAS: 107
RESUMO:

Tema I - A agricultura orgânica tem desempenhado importante papel na geração de emprego e renda para o agricultor e na preservação do meio ambiente. Objetivo desse presente trabalho foi pesquisar sobre o sistema de produção e comercialização de tomate orgânico no estado Rio de Janeiro. A primeira feira de orgânicos do Brasil ocorreu em 1984, na cidade serrana de Nova Friburgo no Estado do Rio de janeiro foi organizada pela Associação de Agricultores Biológicos no Estado do Rio de janeiro, teve como principal objetivo contribuir para expansão do movimento orgânico no país. Porém, a história da agricultura orgânica no estado do Rio de Janeiro é marcada por momentos de expansão e retração na oferta de produtos orgânicos. No momento em que ocorre fomento de políticas públicas ou abertura de canais de distribuição os mercados sinalizam aumento da demanda, quando esgota a possibilidade dos novos canais por vários fatores, partes desses produtores acabam abandonando esse sistema de produção. Esse ciclo de expansão e retração traduz-se na aparente estagnação ou no lento crescimento do número de produtores orgânicos certificados e dos volumes de produtos orgânicos produzidos no Rio de Janeiro. Há pouca informação sobre o crescimento da demanda, porém percebe-se um aumento no número canais de comercialização, número de produtos orgânicos ofertados (in natura ou processados), aparecimento das marcas nos supermercados e volume comercializado pelas redes de varejos para supermercados, restaurantes, cestas em domicílios, vendas coletivas e lojas de produtos naturais.

Tema II - O tomate é uma das olerícolas mais difundidas no mundo, ocupa lugar de destaque na mesa do consumidor. Diversos fatores contribuem para que tomate expresse sua máxima qualidade, exercendo forte influência na sua conservação. Desta forma que neste trabalho buscou-se um aprofundamento sobre as práticas fitotécnicas utilizadas na cadeia produtiva do tomateiro, visando uma conservação e manutenção da qualidade pós-colheita dos frutos. Os fatores que afetam a produção do tomate são ambientais e culturais. Nos fatores culturais estão relacionados à adubação, manejo do solo, espaçamento, irrigação, poda, raleamento e ensacamento de fruto. Esses aspectos são importantes, pois afetam diretamente as características qualitativas do fruto. Essas características vão influenciar a decisão do consumidor no momento da compra, pois o mesmo prefere frutos firmes, de coloração uniforme, sem manchas e ferimentos, e sem resíduos de agrotóxicos. A presença de deformidades no fruto implica na sua rejeição no momento da compra. Portanto, conclui-se que a qualidade do fruto não pode ser melhorada após a colheita, mas pode ser mantida. Por isso, é importante conhecer os fatores de pré-colheita para poder produzir frutos de melhor qualidade.

Tema III - O objetivo desse trabalho foi realizar um levantamento sobre os insetos-pragas mais comuns na cultura do tomate no estado do Rio de Janeiro e as suas medidas de controle na produção agroecológica. Embora o cenário para produção de tomate pareça favorável, o produtor tem enfrentado grandes dificuldades devido ao ataque de pragas e doenças o que dificultam o manejo da lavoura. Com isso, a medida de controle mais utilizada é a aplicação de fungicida e inseticida o que acarretam aumento nos custos de produção, risco de contaminação do meio ambiente, dos aplicadores e resíduos nos frutos. Em resposta aos problemas decorrentes do uso indiscriminado e abusivo de agrotóxicos é que surgiu o manejo integrado de pragas. Esse sistema tem por premissa contribuir efetivamente para a manutenção dos inimigos naturais das pragas nos agroecossistemas. Pode-se concluir que o sistema de produção agroecológico é estratégia de produção adequada para produzir tomate de alta qualidade e sem resíduos de agrotóxico. Além disso, é ambientalmente seguro, diminuem risco à saúde do agricultor e oferta ao consumidor final frutos com maior qualidade.


MEMBROS DA BANCA:
Interno - 1863063 - LUIZ AURELIO PERES MARTELLETO
Interno - 1219728 - REGINA CELI CAVESTRE CONEGLIAN
Externo ao Programa - 2145575 - ANELISE DIAS
Externo ao Programa - 1724645 - CIBELLE VILELA ANDRADE FIORINI
Notícia cadastrada em: 27/06/2018 09:49
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