Banca de DEFESA: DIEGO DIAS RAFAEL

Uma banca de DEFESA de MESTRADO foi cadastrada pelo programa.
DISCENTE : DIEGO DIAS RAFAEL
DATA : 31/08/2018
HORA: 10:00
LOCAL: Programa de pós-graduação em Fitotecnia - sala 1
TÍTULO:

Influência da aplicação pós-colheita de giberelina e etileno no despencamento e parâmetros de qualidade de tomate italiano em cachos cultivado em sistema TOMATEC



PALAVRAS-CHAVES:

Reguladores de crescimento, zona de abscisão, fixação de frutos, coloração


PÁGINAS: 75
RESUMO:

O presente trabalho objetivou avaliar a influência da aplicação pós-colheita de ácido giberélico (GA3) e a combinação de GA3 e etileno em tomates italianos cv. BRS Nagai cultivados sob sistema TOMATEC, visando a comercialização dos frutos no cacho. Foram avaliados parâmetros físico-químicos, processo de abscisão, atividade enzimática na região de abscisão dos frutos e avaliação da formação da ZA por microscopia óptica em cachos de tomate durante o período de armazenamento. O tomateiro (Solanum lycopersicum L.) difundiu-se por todo o mundo, ocupando lugar de destaque entre os produtos hortícolas. O processo de abscisão é definido pela separação de células no material vegetal sendo regulada pelo balanço hormonal na região de abscisão, regulando a atividade de enzimas hidrolíticas como a pectinametilesterase (PME) e poligalacturonase (PG), responsáveis por alterações em componentes da parede celular. Foi verificada a influência do etileno como favorecedor do processo de abscisão enquanto que a giberelina vem sendo amplamente estudada com a finalidade de aumentar a fixação de frutos em diversas culturas. Devido à escassez de trabalhos com aplicação pós-colheita de ácido giberélico (GA3), em frutos de tomateiro, realizou-se experimento preliminar para verificação do comportamento dos frutos em função do tratamento empregado. Cachos de tomate cv. BRS Nagai foram colhidos no estádio verde maduro, contendo de 3 a 7 frutos por cacho. Foram tratados com 90 ppm de GA3 por borrifação direcionada para região de abscisão do fruto e armazenados em condições ambiente (24º ± 3ºC e 75 ± 4% UR) durante 15 dias. Não se observou interação significativa entre tratamento e período de armazenamento para nenhuma característica avaliada. Para o experimento principal foram colhidos cachos padronizados com 4 frutos, no estádio verde maduro. Realizou-se a aplicação de 90 ppm de GAvia imersão total dos cachos durante 2 minutos imediatamente após a colheita e armazenados sob condição ambiente (24º ± 3ºC 75 ± 4% UR). O tratamento com etileno foi realizado no primeiro dia de armazenamento com aplicação de 150 ppm e os cachos foram mantidos na caixa durante 24 horas, à temperatura de 24º ± 2ºC e umidade relativa de 95 ± 5%. Os resultados apresentaram interação significativa entre os tratamentos e o período avaliado somente para as características de firmeza instrumental (N), resistência ao despencamento (N), coordenada de cromaticidade a* e pH. Levando em consideração que, no presente trabalho, a aplicação de 150 ppm de etileno visava exclusivamente a homogeneização da coloração dos frutos dentro do mesmo cacho, pode-se dizer que, visualmente, a combinação dos reguladores se mostrou interessante pois proporcionou maior homogeneidade de coloração em frutos no mesmo cacho.  Para avaliação da formação da zona de abscisão, foram colhidos cachos padronizados com 3 frutos por cacho e tratados da mesma maneira como foi descrita para o experimento principal. A ZA foi avaliada por microscopia óptica nos dias 2, 12 e 19 de armazenamento. As imagens obtidas possibilitam verificar a influência do etileno como favorecedor  da formação da ZA e o processo de abscisão enquanto que o GA3 retardou a formação da mesma, retardando o processo de abscisão.


MEMBROS DA BANCA:
Interno - 2181674 - LEONARDO OLIVEIRA MEDICI
Interno - 1219728 - REGINA CELI CAVESTRE CONEGLIAN
Externo à Instituição - OTNIEL FREITAS SILVA - EMBRAPA
Notícia cadastrada em: 21/08/2018 15:01
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