Correlações canônicas e divergência genética em tipos especiais de arroz com base em características quantitativas e multicategóricas
distância genética, produção, Oryza sativa L.
O consumo de tipos especiais de arroz (Oryza sativa L.) no mercado brasileiro vem sendo fomentado devido ao crescente interesse por produtos diferenciados que atendam a públicos diversificados. Grãos com padrões especiais como o arroz vermelho, o cateto, o arbóreo, o japônico, os tipos aromáticos e o arroz preto aos poucos ganham espaço entre produtores e consumidores que ainda priorizam o tipo branco e polido. A estimativa da divergência genética é essencial para estudos que envolvem hibridações, pois permite a seleção de genitores que quando cruzados proporcionarão em seus híbridos maior efeito heterótico. Assim sendo, o presente estudo teve como objetivo a avaliação de características agronômicas para determinação da magnitude de associação e interdependência entre dois grupos de características e estimativa da divergência genética entre genótipos de tipos especiais de arroz. O experimento foi conduzido no Departamento de Fitotecnia, Instituto de Agronomia da UFRRJ, Seropédica-RJ. O delineamento experimental foi o de blocos ao acaso, com quatro repetições. Foram avaliados dezessete genótipos, dos quais cinco de arroz branco e doze de tipos especiais. As características morfoagronômicas avaliadas foram em um total de vinte e cinco variáveis entre descritores morfológicos e componentes da produção, sendo dezenove consideradas quantitativas e seis qualitativas. As médias foram comparadas pelo teste de Skott-Knott (P<0,05). Para a determinação das correlações canônicas foram utilizados dois grupos de variáveis, sendo o grupo I composto por quatro características morfológicas e o grupo II composto por quatro componentes da produção. As análises estatísticas foram realizadas utilizando os programas computacionais Genes. Houve diferenças significativas (P<0,01) entre os genótipos para as oito características avaliadas. O primeiro, segundo e terceiro pares apresentaram correlações canônicas significativas a 5% de probabilidade, demonstrando que esses grupos não são independentes. A seleção de genótipos superiores para produção pode basear-se na escolha de plantas com maior espessura da folha bandeira, maior altura e menor ângulo da folha bandeira. A matriz de dissimilaridade foi obtida utilizando a distância de Gower. Os genótipos foram agrupados pelo método de Otimização de Tocher e o método hierárquico UPGMA (Unweighted Pair-Group Method using Arithmetic Avarages). O dendrograma gerado estabeleceu nove grupos, sendo que dois grandes grupos juntos concentraram cerca de 47% dos genótipos. O método de agrupamento de Tocher dividiu os genótipos em oito grupos heteróticos, sendo que o maior agrupamento foi constituído por sete genótipos. A divergência observada entre os genótipos de arroz, através das análises multivariadas, demonstra que no presente estudo houve variabilidade genética