Banca de DEFESA: MARIA JOÃO FERREIRA CARNEIRO DOS SANTOS PIRES

Uma banca de DEFESA de MESTRADO foi cadastrada pelo programa.
DISCENTE : MARIA JOÃO FERREIRA CARNEIRO DOS SANTOS PIRES
DATA : 30/05/2023
HORA: 09:00
LOCAL: sala 24 do departamento de solos
TÍTULO:

Agricultura urbana como ambiente de conservação da biodiversidade da fauna edáfica na Zona Oeste do município do Rio de Janeiro


PALAVRAS-CHAVES:

mesofauna do solo, minhocas, Agroecologia, Sertão Carioca, paisagem urbana


PÁGINAS: 73
RESUMO:

A prática da agricultura urbana e periurbana se mostra uma alternativa importante para a segurança alimentar e a geração de renda para comunidades em risco social. No entanto, para além dessa perspectiva, a agricultura urbana é uma tradição na Zona Oeste do município do Rio de Janeiro, cujas atividades agrícolas, em vários ciclos, remontam ao século XVIII. Atualmente, as áreas de agricultura urbana agroecológica podem ser vistas também como importantes remanescentes de biodiversidade e provedoras de serviços ecossistêmicos para as áreas mais urbanizadas. O objetivo deste trabalho foi avaliar a capacidade de áreas de agricultura urbana agroecológica de serem capazes de promover a conservação da biodiversidade da fauna de solo. Além disso, objetivou-se também avaliar que atributos do solo e feições da paisagem mais interferem na ocorrência e densidade da fauna do solo. Para isso, foram selecionadas 15 áreas de agricultura urbana nos bairros de Campo Grande e Vargem Grande, na Zona Oeste do município do Rio de Janeiro, com plantio de hortaliças, cultivos mistos anuais, cultivo de banana e caqui predominantemente sob sistema agroflorestal. Em cada área foi estabelecido um transecto com três pontos de amostragem distantes entre si, em que a mesofauna de solo era amostrada com um trado específico, em que era coletada a serrapilheira e o solo até 10 cm; as minhocas amostradas pelo método TSBF na profundidade de 0-10 cm e solo na mesma profundidade para análise de rotina de fertilidade e textura do solo. Os dados foram analisados por uma sequência de técnicas multivariadas, utilizando-se primeiro a análise de componentes principais (ACP) para seleção de atributos do solo, representando a escala local de influência e percentuais de feições da paisagem: estrato arbóreo, área urbanizada, cobertura por gramíneas, cultivo de banana, demais cultivos e solo exposto. As mensurações dos percentuais das feições da paisagem foram realizadas utilizando-se dois buffers ao redor da área amostrada, de 500 m e 250 m. Para a seleção dos grupos da fauna com maior representatividade e grau de resposta aos fatores ambientais foi realizada uma análise de escalonamento multidimensional (NMDS). A determinação de fatores ambientais da escala local e das escalas de 500 m e 250 m foi realizada pela análise de modelos lineares generalizados (GLM), através da qual foi possível selecionar modelos compostos por variáveis determinantes da ocorrência e densidade dos diferentes grupos da fauna de solo selecionados. Os grupos mais abundantes foram Acari, Collembola, Entomobryomorpha e Formicidae. Nas áreas de cultivos, Acari foi o grupo dominante, enquanto que na Mata de referência Entomobryomorpha foi o grupo mais abundante. Na escala local, o pH foi o atributo que mais recorrentemente compôs os modelos, e, frequentemente com sinal negativo, evidenciando uma relação inversa entre o valor de pH e a densidade do grupo da fauna. Este resultado sugere o pH como um bom indicador para correlações com a mesofauna do solo e também com minhocas. A escala de avaliação com buffer de 500 m não apresentou modelos que pudessem explicar claramente a influência das feições da paisagem sobre a fauna de solo. Os modelos selecionados para a escala de 250 m, por sua vez, foram capazes de selecionar grupos com maior afinidade por cultivos e áreas muito antropizadas. Como conclusão deste trabalho observou-se que as áreas de agricultura urbana agroecológica são capazes de manter uma comunidade de fauna de solo abundante e diversa, porém com estrutura diferente da encontrada na área de mata nativa utilizada como referência.


MEMBROS DA BANCA:
Externo à Instituição - LUIZ FERNANDO DUARTE DE MORAES - EMBRAPA
Interno - 1060711 - MARCOS GERVASIO PEREIRA
Presidente - ***.320.637-** - MARIA ELIZABETH FERNANDES CORREIA - EMBRAPA
Notícia cadastrada em: 11/05/2023 15:41
SIGAA | Coordenadoria de Tecnologia da Informação e Comunicação - COTIC/UFRRJ - (21) 2681-4638 | Copyright © 2006-2026 - UFRN - sig-node4.ufrrj.br.producao4i1