Banca de DEFESA: KELLIS FERNANDA AMANCIO MOREIRA

Uma banca de DEFESA de MESTRADO foi cadastrada pelo programa.
DISCENTE : KELLIS FERNANDA AMANCIO MOREIRA
DATA : 27/09/2023
HORA: 08:30
LOCAL: VIDEOCONFERÊNCIA
TÍTULO:

Necessidade Hídrica e Produção de Zínias (Zinnias elegans) cultivadas com níveis de adubação silicatada e irrigação automatizada


PALAVRAS-CHAVES:

Produção de flores. Silício. Flores de corte. Longevidade pós-colheita


PÁGINAS: 30
RESUMO:

A produção de zínia cv “Gigante da California” como flor de corte vem se destacando na América do Norte, com expectativas de crescimento no Brasil. A disponibilidade de água para as plantas é um dos fatores cruciais para a produção de flores de corte e o uso de técnicas como o déficit hídrico controlado tem se mostrado eficaz para maximizar a eficiência do uso da água. O silício é um elemento não essencial às plantas, porém com efeitos bioestimulantes e que vem sendo utilizado na agricultura para mitigar os efeitos decorrentes do estresse hídrico. Nesse contexto, o objetivo deste estudo foi avaliar a produção, a qualidade e a longevidade pós-colheita de hastes florais de zínias, cultivadas em diferentes níveis de irrigação e doses de silicato de potássio (K₂SiO₃). Mudas de zínias foram cultivadas em casa de vegetação, entre novembro e dezembro de 2022, utilizando vasos de 8,0 L preenchidos com uma mistura de material de solo arenoso e esterco bovino (2,0:0,5). O experimento foi conduzido em blocos casualizados (DBC) em um esquema fatorial 4x4, com cinco repetições. Os níveis de irrigação corresponderam a 59%, 72%, 85% e 100% da necessidade hídrica da planta (NH), associados a 0, 75, 150 e 300 mg planta-1 de Si, na forma de silicato de potássio (K₂SiO₃), aplicadas com intervalos de sete dias, totalizando cinco aplicações. O manejo da irrigação foi realizado por acionamento automático, com o sensor instalado no tratamento correspondente à aplicação de 100% da NH e dose de 300 mg planta-1 de Si (controle). Durante a condução do experimento foi avaliado a clorofila a, b e total da fase inicial das mudas e outra no início da colheita. Foram avaliados o comprimento, número de folhas, diâmetro da haste e diâmetro da flor, área foliar, massa fresca da parte aérea e massa seca de flores, folhas e hastes, além da sua classificação quanto ao padrão comercial. No período pós-colheita, foram avaliadas a variação de peso fresco, a taxa de absorção de água e a escala de senescência, além dos teores de silício nas folhas e flores. O volume de água aplicado correspondente aos níveis de irrigação foram de 3,3; 3,9; 4,4 e 5,2 L planta-1. Entre os parâmetros de produção analisados observou-se que a irrigação influenciou o comprimento das hastes, o diâmetro das flores e a massa fresca da parte aérea, com níveis mais altos de irrigação resultando em hastes mais longas, flores maiores e com maiores teores de biomassa. Além disso, as doses de 150 mg planta-1 de Si proporcionaram maior produção de massa seca das folhas e flores. Houve interação entre os tratamentos em relação ao diâmetro das flores e massa fresca da parte área, no entanto as doses crescentes de silício afetaram negativamente o diâmetro das flores, com doses mais altas de silício levando a flores menores. Além disso, a classificação das hastes indicou que níveis mais altos de irrigação resultaram em mais hastes dentro do padrão comercial. Os resultados também indicaram interação entre os tratamentos nos teores de clorofila e na área foliar. Foi observada uma interação significativa entre as doses de 150 mg planta-1 Si e os níveis de irrigação de 4,4 L planta-1 nos teores clorofila b e clorofila total. O maior nível de irrigação (5,2 L planta-1) proporcionou maior área foliar, e foi constatada tendência geral de aumento na área foliar à medida que as doses de silício aumentaram, embora essa tendência não foi uniforme em todos os níveis de irrigação. Os níveis de irrigação influenciaram os teores de silício nas folhas de zínias, com concentrações mais altas de Si observadas à medida que os níveis de irrigação aumentaram, variando de 1,4 a 2,4%, enquanto as flores mantiveram uma concentração média de 0,5% de Si, independente do tratamento. A absorção de água e o peso fresco das hastes de zínias seguiram um padrão semelhante, com aumento inicial nas primeiras 24 horas pós-colheita, estabilidade por cerca de cinco a seis dias e perda subsequente de peso fresco. A longevidade comercial das hastes foi de 6,4 dias, sem diferença significativa entre os tratamentos, mas a longevidade total variou de 9,7 a 12,7 dias, com influência dos níveis de irrigação e um aumento significativo na longevidade nas plantas que receberam 75 mg de Si sob níveis de irrigação de 3,9 e 4,4 L planta-1. De um modo geral, a reposição da necessidade hídrica das zínias resulta em maior produção e qualidade, enquanto a adição de silício no solo promove um aumento na área foliar e biomassa das hastes, embora doses mais elevadas possam causar uma redução no diâmetro das flores. No entanto, doses mais baixas prolongaram a longevidade das hastes, destacando a necessidade de mais investigações quanto aos efeitos bioestimulantes do sílico na produção de flores. 


MEMBROS DA BANCA:
Externo à Instituição - CARLOS RODRIGUES PEREIRA - UFF
Presidente - 1224578 - DANIEL FONSECA DE CARVALHO
Externo ao Programa - 2181674 - LEONARDO OLIVEIRA MEDICI - null
Notícia cadastrada em: 12/09/2023 08:52
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