Formulação de novo ativo biológico para a cultura do milho por meio do co-cultivo de Azospirillum baldaniorum BR11005 e Herbaspirillum seropedicae BR11417
milho, fixação biológica de nitrogênio, co-cultivo
O milho é o segundo cereal mais produzido no Brasil, ficando atrás apenas da soja. Na safra 2023/2024, sua produção atingiu 115 milhões de toneladas, representando uma redução de 10,15% em relação à safra anterior. Para alcançar alta produtividade, o uso de fertilizantes, especialmente os nitrogenados, é uma prática comum associado a um aumento no custo de produção. Desta forma o uso de rizobactérias promotoras de crescimento de plantas vem sendo utilizado como uma alternativa para substituir parcialmente o uso de fertilizantes nitrogenados na cultura do milho. Além de aumentar a disponibilidade de nutrientes, essas bactérias ajudam a mitigar estresses bióticos e abióticos por meio de interações planta-bactéria e ação de diferentes mecanismos de ação, como a solubilização de fosfato, produção de hormônios vegetais e síntese de sideróforos. Entre as estirpes bacterianas que promovem o crescimento de plantas, a Azospirillum baldoniorum Sp245 e Herbaspirillum seropedicae Zae94 destacam-se por contribuir, de forma individual, para a melhoria da produtividade e de características moforlógicas radiculares, como também da suavização de efeitos bióticos e abióticos na cultura do milho. O co-cultivo destas estirpes pode potencializar os efeitos gerados na planta, através do somatório de seus mecanismos de ação. Sendo assim, o co-cultivo se torna uma tecnologia de grande potencial para a indústria de inoculantes e produtores.