Modos de Ação e Bioestímulos Diferenciados pelo tipo de Substância Húmica e Via de Aplicação em Plantas De Arroz (Oryza Sativa L.)
Palavras-Chave: Bioatividade. Expressão Gênica. Produção vegetal. Supramolecular
Inúmeras vertentes têm sido desenvolvidas com o intuito de avaliar os efeitos da aplicação foliar e radicular de ácidos húmicos (AH) e ácidos fúlvicos (AF), extraídos de vermicomposto, sobre a produtividade de arroz (Oryza sativa L.). As substâncias húmicas exercem papel fundamental na melhoria das propriedades físico-químicas, além de influenciarem diretamente o metabolismo e o crescimento das plantas. Entre as diferentes fontes de substânciashúmicas,aquelasextraídasdevermicompostodestacam-secomoasmaisutilizadas e promissoras, representando uma alternativa viável para a produção vegetal sustentável. A compreensão das relações entre estrutura-propriedade-função dessas substâncias é essencial para elucidar os mecanismos pelos quais elas modulam os processos fisiológicos e gênicos nas plantas. Os ácidos húmicos e fúlvicos têm se mostrado eficazes na regulação de respostas fisiológicas, gênicas e metabólicas, promovendo melhorias na absorção de nutrientes e no desenvolvimento radicular. Contudo, ainda existem lacunas quanto à interação dessas substâncias com diferentes vias e momentos de aplicação ao longo do ciclo da cultura. Diante desse contexto, este estudo teve como objetivo avaliar os efeitos da aplicação de AH e AF, investigando sua influência sobre parâmetros morfológicos, de produção e gênicos. No Capítulo I, apresenta-se a caracterização elementar, espectroscópia e morfológica dos ácidos húmicos e fúlvicos extraídos de vermicomposto e no Capítulo II, são discutidas as respostas modulação do crescimento e da arquitetura radicular e regulação gênica do arroz por ácidos húmicos e fúlvicos em função da via e do momento de aplicação. Os resultados demonstraram que o AF promoveu respostas fisiológicas mais rápidas, refletidas em incrementos iniciais no crescimento vegetal e na biomassa, especialmente quando aplicado por via foliar, por apresentar estruturas mais heterogênea e reativas. Em contraste, o AH induziu maior ativação gênica inicial, principalmente via radicular, associada à modulação de vias relacionadas ao metabolismo do nitrogênio, sinalização redox, transporte iônico e regulação hormonal, embora com respostas morfológicas mais tardias. A aplicação radicular favoreceu o desenvolvimento do sistema radicular, enquanto a aplicação foliar intensificou o crescimento da parte aérea. Os resultados indicam que a estrutura química das frações húmicas define seus modos de ação, determinando respostas diferenciadas no crescimento e na regulação gênica do arroz. Dessa forma, esses resultados contribuíram para o aprofundamento do conhecimento sobre os mecanismos de ação dessas substâncias, ampliando a compreensão dos modos de ação desses bioestimulantes no desenvolvimento do arroz.