Banca de DEFESA: IARA MARIA LOPES RANGEL

Uma banca de DEFESA de DOUTORADO foi cadastrada pelo programa.
DISCENTE : IARA MARIA LOPES RANGEL
DATA : 18/06/2018
HORA: 09:00
LOCAL: Sala 39 do Departamento de Solos - IA
TÍTULO:

MANEJO DA PALHADA DA CANA-DE-AÇÚCAR NA REGIÃO SUL E SUDESTE BRASILEIRA: QUANTIDADE NECESSÁRIA PARA A MANUTENÇÃO DA QUALIDADE DO SOLO E PRODUTIVIDADE AGRÍCOLA


PALAVRAS-CHAVES:

Saccharum spp. Remoção da Palha. Atributos do Solo. Gases de Efeito Estufa.


PÁGINAS: 110
RESUMO:

A remoção de parte da palha da cana-de-açúcar para geração de bioenergia ou álcool de segunda geração pode gerar um saldo energético ainda mais positivo ao setor sucroalcooeiro. Contudo, a manutenção da palha sobre a superfície do solo geralmente contribui na manutenção da qualidade do solo e no rendimento de colmos. Assim, não se sabe ao certo a quantidade que pode ser retirada do sistema sem causar danos aos atributos do solo e a produtividade da cultura ao longo do tempo. Dessa forma, o objetivo desse estudo é propor um manejo sustentável de colheita da cana-de-açúcar para as regiões sul e sudeste do país, mais especificamente, visa-se fazer recomendações de quanto da palhada deve ser deixada na superfície do solo e quanto pode ser retirada para a co-geração de energia ou fabricação de álcool de segunda geração causando o menor prejuízo possível à segurança do solo. Para isso, foram conduzidos dois experimentos em regiões distintas do país: Colorado-PR (região Sul) em Latossolo Vermelho sob espaçamento de plantio duplo alternado (0,9 x 1,5 m), e em Linhares-ES (região Sudeste) sob Argissolo Amarelo em espaçamento simples (1,5 m). Foram avaliados quatro níveis de deposição da palha (0, 25, 50 e 100 %). Amostras de solo foram coletadas em dois momentos distintos: logo após a colheita da 1ª e 2ª soca. No primeiro momento as amostras de solo foram coletadas nas camadas de 0-5, 5-10, 10-20 e 20-40 cm para determinação de C, N, pH, H+Al, Al, Ca, Mg, Na, K, P, fracionamento físico densimétrico (camadas 0-5 e 5-10 cm) e estabilidade de agregados (camada 0-10 cm) e no segundo momento nas camadas de 0-5, 5-10, 10-20 e 20-30, 30-40, 40-60, 60-80 e 80-100 cm para as mesmas determinações do primeiro ano mais a determinação da densidade e porosidade do solo. Câmaras estáticas e armadilhas tipo “Pitfall” foram instaladas nesses dois momentos para coleta de óxido nitroso e fauna invertebrada epigeica, respectivamente. Amostras de planta foram coletadas para determinar a produção de colmo e palha. A remoção total da palha (0%) é prejudicial a qualidade do solo refletindo negativamente na produtividade de colmos em ambas as regiões produtoras. Contudo, os impactos causados pelos níveis de palha são distintos entre as regiões. Na região Sul a manutenção de 50% de palha (7,55 Mg ha-1 ano-1 ) influencia positivamente no aporte de fração leve livre, C, N, atributos físicos do solo e no rendimento de colmos. Porém, a manutenção de 100% de palha resulta em maior emissão acumulada de N2O do solo e proporciona condições favoráveis a compactação do solo. Para a região Sudeste o nível mais adequado foi de 100 % de palha (9,2 Mg ha-1 ano-1 ), o qual apresentou melhores valores de C, N, atributos químicos, físicos e biológicos do solo, e também maior rendimento de colmos. Entretanto, a retirada total da palha (0%) foi a condição que favoreceu os maiores fluxos de N2O, na região Sudeste. Os resultados sugerem que o nível ideal de palha a ser mantido no campo depende das condições específicas de cultivo de cada região, o que impede uma única recomendação para todo o Brasil. Contudo, recomenda-se o acompanhamento do efeito de diferentes níveis de palha sobre a qualidade do solo, emissão de gases do efeito estufa e produtividade de colmos, ao longo do tempo, para definir com mais exatidão a quantidade mínima de palha que garante um sistema de produção de cana-de-açúcar mais sustentável em cada região de cultivo.


MEMBROS DA BANCA:
Externo à Instituição - DAVID VILAS BOAS DE CAMPOS - EMBRAPA
Interno - 386715 - EDUARDO LIMA
Externo à Instituição - HEROLDO WEBER - UFPR
Externo ao Programa - 1282206 - JULIANO BAHIENSE STAFANATO
Externo ao Programa - 2136627 - NIVALDO SCHULTZ
Notícia cadastrada em: 07/06/2018 16:37
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