Banca de DEFESA: SAFIRA YARA AZEVEDO MEDEIROS DA SILVA

Uma banca de DEFESA de DOUTORADO foi cadastrada pelo programa.
DISCENTE : SAFIRA YARA AZEVEDO MEDEIROS DA SILVA
DATA : 30/07/2026
HORA: 13:00
LOCAL: VIDEOCONFERÊNCIA
TÍTULO:

Emissões de N2O do solo no cultivo de milho fertilizado com ureia e inoculado com Azospirillum brasilense e Nitrospirillum viridazoti


PALAVRAS-CHAVES:

Óxido nitroso, fertilizante nitrogenado, desnitrificação, bactérias promotoras de crescimento vegetal, Nitrospirillum viridazoti, Azospirillum brasilense.


PÁGINAS: 56
RESUMO:

O óxido nitroso (N₂O) é considerado um dos gases de efeito estufa mais potentes, apresentando um potencial de aquecimento global cerca de 298 vezes superior ao do dióxido de carbono (CO₂) em um horizonte de 100 anos. Na agricultura, sua principal fonte de emissão está relacionada ao uso intensivo de fertilizantes nitrogenados, os quais, ao serem aplicados ao solo, passam por processos microbianos de nitrificação e desnitrificação que liberam N₂O para a atmosfera. Entre as culturas agrícolas, o milho (Zea mays L.) destaca-se por sua elevada demanda nutricional, especialmente por nitrogênio, elemento essencial para o crescimento e a produtividade. Entretanto, a baixa eficiência de uso desse nutriente pelos sistemas convencionais de adubação provocam perdas significativas, tanto econômicas quanto ambientais, contribuindo para o aumento das emissões de gases reativos de nitrogênio, o que reforça a necessidade de estratégias mais sustentáveis de manejo do nitrogênio. Nesse cenário, o emprego de bactérias promotoras de crescimento vegetal (BPCV) tem se revelado como uma alternativa biotecnológica sustentável para mitigar os impactos negativos do uso de fertilizantes sintéticos. Essas bactérias são capazes de favorecer a absorção e o aproveitamento do nitrogênio pelas plantas por meio de diferentes mecanismos, como a fixação biológica, a solubilização de nutrientes e a produção de fitormônios que estimulam o crescimento radicular. Além disso, algumas bactérias apresentam o gene nosZ, responsável pela codificação da enzima redutase de óxido nitroso, que atua na etapa final da desnitrificação, convertendo N₂O em N₂, forma não prejudicial ao ambiente. Assim, o uso dessas BPCV pode contribuir não apenas para a promoção do crescimento vegetal, mas também para a mitigação direta das emissões de gases de efeito estufa (GEE). Este manuscrito teve como objetivo investigar o potencial da inoculação com Azospirillum brasilense e Nitrospirillum viridazoti em modificar a dinâmica dos fluxos de N₂O, no cultivo de milho. Para isso, foram conduzidos experimentos em condições controladas (vasos) e em campo, utilizando as cepas Ab-V5, Ab-V6 e Wa3 da A. brasilense e a cepa BR 11145 da N. viridazoti. Nos ensaios de campo, foram instaladas câmeras e coletores estáticos no solo para quantificação das emissões gasosas ao longo do ciclo do cultivo de milho. As concentrações de N₂O e NH₃ nas amostras coletadas foram determinadas por meio de espectroscopia de absorção por laser de diodo ajustável e por cromatografia gasosa, garantindo alta precisão analítica. De maneira geral, os resultados desta tese demonstram que o potencial das BPCV na mitigação das emissões de N₂O é dependente da cepa bacteriana e das condições de disponibilidade de nitrogênio no solo. Entre as cepas avaliadas, BR11145 da Nitrospirillum viridazoti destacou-se pelo comportamento mais consistente na redução das emissões, evidenciando seu potencial como bioinsumo para uma agricultura de menor impacto ambiental.


MEMBROS DA BANCA:
Presidente - ***.282.827-** - BRUNO JOSÉ RODRIGUES ALVES - EMBRAPA
Interno - 2213075 - EVERALDO ZONTA
Externo à Instituição - ISRAEL OLIVEIRA RAMALHO
Interno - ***.881.579-** - JERRI ÉDSON ZILLI - EMBRAPA
Externo à Instituição - LUC FELICIANUS MARIE ROUWS
Notícia cadastrada em: 17/07/2026 15:51
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