Banca de DEFESA: FERNANDA REIS CORDEIRO

Uma banca de DEFESA de MESTRADO foi cadastrada pelo programa.
DISCENTE : FERNANDA REIS CORDEIRO
DATA : 13/02/2020
HORA: 09:30
LOCAL: Sala 24 do Departamento de Solos/IA
TÍTULO:

Funções de Pedotransferência para Padronização de Base de Dados, Critérios de Classificação Taxonômica e Susceptibilidade Magnética em Terra Preta de Índio


PALAVRAS-CHAVES:

Padronização de dados. Terra Preta de Índio. Critérios de classificação de solos. Susceptibilidade magnética.


PÁGINAS: 87
RESUMO:

Na Amazônia ocorrem solos conhecidos como Terra Preta de Índio (TPI), que apresentam como características marcantes cores escuras e elevada fertilidade natural. Esses solos resultam da intervenção humana pré-histórica de culturas pré-Colombianas, que em sua ocupação depositaram artefatos cerâmicos e líticos, restos de carvão, de alimentos e ossos. Ao longo dos anos, essas deposições levaram ao desenvolvimento de características diferenciadas em relação aos solos não antrópicos amazônicos, como os altos valores de pH, cálcio, magnésio, fósforo, estoque de carbono, elevada capacidade de troca de cátions e saturação de bases e maior espessura do horizonte A. Essas características somadas à alta estabilidade e reatividade da matéria orgânica induzem a elevada fertilidade das TPI, o que despertou o interesse dos cientistas do solo para os estudos morfológicos, físicos e químicos. As TPI apresentam um horizonte diagnóstico superficial definido como A antrópico pelo Sistema Brasileiro de Classificação de Solos (SiBCS, SANTOS et al., 2018). No sistema internacional de classificação de solos World Reference Base for Soil Resource (IUSS WORKING GROUP WRB, 2014) as TPI são conhecidas como Amazonian Dark Earth (ADE) e identificadas pela presença do pretic horizon, como diagnóstico superficial. Porém, os critérios quantitativos atuais para o horizonte A antrópico do SiBCS e o pretic do WRB, não permitiram classificar 50% dos perfis considerados como TPI compilados de estudos na região amazônica para esse trabalho. Ainda, as unidades em que alguns atributos químicos dos perfis são expressos, nos trabalhos avaliados, apresentam inconsistências, devido à adoção de distintos métodos de laboratório. As diferentes unidades podem influenciar nas decisões sobre os limites de critérios quantitativos, principalmente para os teores de fósforo e cálcio mais magnésio, mas não foram encontrados na literatura fatores que permitissem a conversão dessas unidades. Portanto, em um primeiro momento, foram desenvolvidas funções de pedotransferência para tais conversões e harmonizar o banco de dados químicos, convertendo as unidades diferentes usadas nos trabalhos compilados. Posteriormente, os dados foram avaliados e propostos critérios taxonômicos quantitativos para os horizontes A antrópico do SiBCS e para o pretic horizon do WRB. Com a reclassificação dos solos segundo os critérios propostos, 84% dos perfis foram incluídos como A antrópico (SiBCS) e também pretic horizon no WRB, sendo que, neste sistema, 81% dos perfis passam a se enquadrar no grupo dos Anthrosols. Outro aspecto citado na literatura sobre as TPIs é sua elevada susceptibilidade magnética (SM), que está relacionada às alterações na estrutura do mineral do solo causadas pelo aquecimento quando do uso de fogo (queima, fogueiras) por ocupações humanas. A SM pode ser analisada de forma rápida através do uso de sensores proximais, resultando em uma outra forma de identificação de sítios de ocupação humana pré-histórica. Assim, em um estudo preliminar no Campo Experimental de Pesquisa do Caldeirão, no município de Iranduba, Estado do Amazonas, foi avaliada a SM de amostras de solo de perfis identificados como antrópicos e não antrópicos; sendo que, em todas as amostras antrópicas, os valores de SM foram maiores e houve boa correlação com outros atributos dos solos.


MEMBROS DA BANCA:
Presidente - 387335 - LUCIA HELENA CUNHA DOS ANJOS
Externo à Instituição - MILTON CÉSAR COSTA CAMPOS - UFAM
Externo à Instituição - WENCESLAU GERALDES TEIXEIRA - EMBRAPA
Notícia cadastrada em: 31/01/2020 13:58
SIGAA | Coordenadoria de Tecnologia da Informação e Comunicação - COTIC/UFRRJ - (21) 2681-4638 | Copyright © 2006-2026 - UFRN - sig-node3.ufrrj.br.producao3i1