CPGACS PROGRAMA DE PÓS-GRADUAÇÃO EM AGRONOMIA (CIÊNCIAS DO SOLO) INSTITUTO DE AGRONOMIA Téléphone/Extension: Indisponible

Banca de DEFESA: JOAO GUEDES BORRE

Uma banca de DEFESA de MESTRADO foi cadastrada pelo programa.
DISCENTE : JOAO GUEDES BORRE
DATA : 12/09/2023
HORA: 08:30
LOCAL: VIDEOCONFERÊNCIA
TÍTULO:

Ciclagem de N em pastagens tropicais consorciadas com leguminosa forrageira ou fertilizada com N.


PALAVRAS-CHAVES:

Ciclagem de nutrientes, Adubação nitrogenada, Consórcio, liteira, excretas de animais.


PÁGINAS: 72
RESUMO:

O declínio da produtividade de pastagens é um processo cada vez mais recorrente nas regiões tropicais. O caráter extensivo da criação animal a pasto aliada a reposição escassa de N, favorece o processo de degradação de pastagens. No cenário atual esse fenômeno corresponde ao principal fator limitante da produção pecuária brasileira. A integração de leguminosas nas pastagens é a alternativa mais promissora para recuperação de pastagens degradadas (RPD). Através da fixação do N2 atmosférico, essas plantas aumentam o input de N no pasto inibindo o processo de degradação. Esse estudo teve como objetivo comparar a ciclagem de N em pastagens de Urochloa spp. consorciadas com leguminosa ou fertilizadas com N. O experimento foi conduzido durante dois anos divididos em duas estações, Águas e Seca. O delineamento utilizado foi em blocos ao caso com três tratamentos e quatro repetições. Os tratamentos foram: Urochloa brizantha cv Marandu fertilizada com 138 kg de N ha-1 ano-1 (N-fert); Urochloa brizantha cv Marandu com Macrotyloma axillare cv. Java (Consórcio); Urochloa brizantha cv Marandu não fertilizada com N (Controle). Os animais foram mantidos sob lotação contínua com taxa de lotação variável e a oferta de forragem (OF) foi adotada como critério de manejo do pastejo. A presença da leguminosa favoreceu o estoque de N total na massa de forragem (MF, kg N ha-1), sendo que no Consórcio tornou-se equivalente ao N estocado na biomassa do pasto fertilizado. O manejo do N não afetou a liteira existente (LE,) e o estoque de N na LE (kg N ha-1). No N-Fert foi constada maior taxa de deposição de liteira (LD, kg ha dia-1; p = 0,0003), contudo a proporção de N ciclado pela LD foi 33,5 e 45,8% maior no Consórcio em relação ao N-Fert e Controle, respectivamente (p < ,0001). Tanto a LE como LD na base de MO apresentaram maiores valores na Seca, em vista da maior taxa de senescência da parte áerea da planta. O N aplicado no sistema não atuou como fator determinante na decomposição da liteira. Fatores ambientais como temperatura e precipitação favoreceram a velocidade de decomposição no período das Águas (p = 0,009). A contribuição da Fixação Biológica de Nitrogênio (FBN) seguiu o mesmo padrão de comportamento que a massa de leguminosa ao longo do experimento, indicando valores superiores nas Águas em relação a Seca, respectivamente. Valores semelhantes referentes a ingestão e excreção de N, por animal, foram encontrados entre tratamentos. A maior excreção de N por área (kg ha-1 estação-1) foi observado no N-Fert (p = 0,010), provavelmente pelo aumento na lotação animal. Em geral, foi constatado um balanço positivo de N no sistema solo-planta-animal nos tratamentos N-Fert e Consórcio, sendo 106 e 132 kg N ha-1 ano-1, respectivamente. De maneira contraria, as pastagens sem fertilização nitrogenada evidenciaram balanço negativo de N de -27 kg ha-1 ano-1. Esses resultados sugerem que o input através da fertilização nitrogenada ou do consórcio com o Macrotyloma no pasto exercem grande influência na manutenção das reservas de N no solo.


MEMBROS DA BANCA:
Interno - 1104775 - ADELSON PAULO DE ARAUJO
Externo à Instituição - DANIEL RUME CASAGRANDE - UFLA
Presidente - ***.898.198-** - SEGUNDO SACRAMENTO URQUIAGA CABALLERO - EMBRAPA
Notícia cadastrada em: 04/09/2023 15:40
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