Defesa de tese intitulada Fixação Biológica de Nitrogênio em Leguminosas Forrageiras Tropicais, por Mayan Blanc Amaral
Amendoim-forrageiro; Desmódio; Guandu; Macrotiloma; Bactérias simbióticas; Co-inoculação
O Brasil se destaca na pecuária mundial na produção de gado de corte e leite, em sua maioria em sistema extensivo. As leguminosas forrageiras quando consorciadas com gramíneas podem aumentar o aporte de nitrogênio e a produtividade da pastagem, sem a necessidade de adubação nitrogenada sintética. Algumas espécies de leguminosas já foram selecionadas para esta finalidade, no entanto, ainda existe uma baixa difusão da tecnologia pelos pecuaristas. Além disso, não se sabe ao certo qual o grau de dependência das leguminosas em pastagens pela fixação biológica de nitrogênio (FBN) e a mensuração do processo em diferentes locais com diferentes níveis tecnológicos serve de referência acerca do aprimoramento da tecnologia de inoculação. Portanto, o objetivo desta tese foi avaliar a contribuição de bactérias simbióticas e microrganismos associativos na promoção de crescimento de leguminosas forrageiras (Arachis pintoi, Macrotyloma axillare e Desmodium heterocarpon) e no incremento da contribuição da fixação biológica de nitrogênio, visando melhorar a recomendação de inoculantes para pastagens. Os resultados mostraram que apesar das leguminosas forrageiras serem consideradas promíscuas, apresentam diferentes graus de associação simbiótica com bactérias do gênero Bradyrhizobium, M.axillare se destaca como responsiva a inoculação rizobiana e os incrementos obtidos com a co-inoculação de microrganismos promotores de crescimento vegetal (MPCV) estão principalmente associados com o incremento na biomassa das raízes.